Boletim Económico

Falta óleo no motor da economia para 2023

O crescimento do investimento, o óleo no motor da economia, estará bastante alavancado no investimento público, sendo que perto de metade será financiado pelo PRR, cuja taxa de execução tem ficado dramaticamente abaixo do previsto. Mário Centeno assim o disse.

É obrigatório crescer!

O aumento da produtividade sempre tão referido nas comparações de Portugal com os restantes países da União Europeia, implica investimento que contribua para o aumento da capacidade produtiva e para as exportações.

Quero ver Portugal no PRR

Fixar a mão de obra é a frente onde é urgente investir para cumprir os objetivos do PRR e, à boleia, reforçar a estrutura da economia portuguesa.

Investimento

Há a suspeita de que, de novo, o investimento esteja a ser usado como instrumento de controlo das contas públicas. Por isso, não se pode confiar na meta governamental de aumentar o investimento em 37% no próximo ano.

A incerteza não ajuda ao investimento que trava a fundo

Perante a atual conjuntura económica, com inflação em alta, a subida dos preços da energia, a guerra na Ucrânia, antecipa-se que a incerteza não ajudará ao investimento. Os sinais não são bons.

Mais de seis mil milhões em investimento público ficaram na gaveta desde 2015

Rubrica do investimento tem vindo a ser consecutivamente sobre orçamentada, com uma execução a rondar os 80% desde 2015. Ambição para 2023 é grande, mas dificuldades são muitas e conjuntura incerta pode piorar a situação.

Se o BCE parasse, o custo que os países teriam de pagar seria certamente maior

António Nogueira Leite detetou sinais preocupantes quanto à inflação ainda no ano passado, mas considera que a política do BCE envia sinais positivos aos agentes europeus. Em Portugal, há almofada financeira para acomodar incerteza de 2023, mas investimento tem de recuperar.

Impulso do PRR preso por burocracias

O pacote de Bruxelas deveria ter um impacto transformador na economia nacional, mas o seu pagamento tem-se vindo a atrasar. Montante já era de difícil execução e cenário vai-se agravando.

Na liderança do crescimento da UE com o impulso do turismo

Um primeiro trimestre de 11,9% de crescimento e um verão com a procura turística em alta podem compensar o risco criado pela subida dos custos de financiamento, mas várias empresas mais endividadas terão muitas dificuldades.
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