Dentro de 10 dias pode morrer-se à fome em Alepo

Segundo fontes no terreno, citadas pelas agências internacionais, existe o receio de que dentro de dez dias mais de 250 mil pessoas em Alepo nada tenham para comer.

Khalil Ashawi/Reuters

O estado de emergência é total nos bairros controlados pela rebelião, numa altura em que as forças leais a Bashar al-Assad continuam a ganhar terreno. “Não podem imaginar como a situação está”, disse hoje à Reuters o chefe dos Capacetes Brancos, a organização de socorristas voluntários que trabalha nas zonas controladas pela oposição, garantindo que dentro de dez dias não haverá medicamentos para salvar vidas ou comida para matar a fome.

Os hospitais deixaram de funcionar e os médicos “já não conseguem aceitar todos os feridos”. Em pouco mais de uma semana será esgotado o combustível necessário para manter as ambulâncias e os camiões.

“Já não suporto viver mais nestas condições”, disse à AFP Mohamed Haj Hussein, residente no bairro de Tariq al-Bab, um dos visados pelos intensos bombardeamentos dos últimos dias.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos só na quinta-feira 32 pessoas morreram no Leste de Alepo, o pior balanço desde o início da ofensiva.

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