22,4% dos desempregados voltaram ao trabalho no segundo trimestre

Portugal está entre os países da UE que regista elevado desemprego mas também elevada transição para o mercado de trabalho (22,4%). Ainda assim, os resultados são piores que os 25% registados em 2015.

Do total de pessoas desempregadas em Portugal no segundo trimestre do ano, 22,4% arranjaram emprego, uma percentagem inferior à registada no mesmo período do ano passado (25%).

Os dados, publicados hoje pelo Eurostat, mostram que Portugal está acima da média da União Europeia (EU), onde 19,5% pessoas desempregadas conseguiram entrar no mercado de trabalho, no mesmo período. Ou seja, um em cada cinco desempregados encontraram emprego, avança o gabinete de estatísticas de UE.

Segundo o Eurostat, há na UE 17,3% de pessoas inativas (cerca de 3,5 milhões), onde se encontram, por exemplo, estudantes, pensionistas e donas de casa – pessoas que não estão empregadas e que não procuram emprego.

O mercado de trabalho mostra, de acordo com o gabinete de estatísticas, que há quatro movimentos a ocorrer na UE: países com elevado desemprego mas elevada transição para o mercado de trabalho (como Portugal, Chipre e Croácia); Estados-membros com baixo desemprego e elevada entrada no mercado laboral (Dinamarca, Estónia ou Suécia); outros com elevado desemprego e fraca transição para o emprego (Grécia, Espanha ou Itália); e países com baixo desemprego e baixa transição para o mercado de trabalho (Roménia, Bulgária ou Irlanda).

Na tabela dos países da UE com maior fluxo de desempregados para o mercado laboral no segundo trimestre, Portugal encontra-se acima de países como a Grécia (8,6%), Espanha (18,4%), Roménia (11,6%) e abaixo de França (22,8%), Dinamarca (36,6%) ou Turquia (35,5%).

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