40 Anos de Independência de Angola. Em busca de uma “nação firme”

As celebrações dos 40 anos de independência do colonialismo português chegam numa altura “delicada” em que Angola se tem de reinventar economicamente para fugir à significativa dependência do petróleo, em que a comunidade internacional está de olhos postos na resolução das questões sociais e humanitárias e em que, inequivocamente, ainda há muito por fazer para […]


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As celebrações dos 40 anos de independência do colonialismo português chegam numa altura “delicada” em que Angola se tem de reinventar economicamente para fugir à significativa dependência do petróleo, em que a comunidade internacional está de olhos postos na resolução das questões sociais e humanitárias e em que, inequivocamente, ainda há muito por fazer para se tornar uma “nação firme”, como muitos dos protagonistas já vieram apontar.

Angola, colonizada por Portugal durante cerca de 500 anos, viria a alcançar a independência na sequência da luta armada levada a cabo pelos movimentos de libertação, independência esta proclamada a 11 de novembro de 1975 por António Agostinho Neto, líder do Movimento Popular de Libertação de Angola e o primeiro Presidente de Angola, após 14 anos de guerra contra o poder colonial português.

Nesta sua data histórica, os angolanos vão ser chamados a celebrar quatro décadas marcadas pela dureza e acesas disputas, mas também de trabalho no sentido da reconstrução do país e de erguer as infraestruturas e os serviços básicos para a população e para o desenvolvimento do país.

Tal como veio frisar o ministro das Relações Exteriores de Angola, os angolanos devem estar orgulhosos mas precisam de trabalhar “muito mais” para a construção de uma nação firme.

A assinalar este aniversário tão especial, Georges Chikoti, ministro das Relações Exteriores de Angola, veio afirmar que de facto o povo angolano tem todas as razões para estar orgulhoso mas também ele não deixa de frisar que há ainda muito por fazer. “Angola viveu nestas quatro décadas períodos difíceis, de uma guerra muito longa, que ceifou várias vidas e também destruiu muitos bens e muita propriedade”, salientou o ministro.

O chefe da diplomacia angolana acredita que é construindo um “país firme” que Angola vai longe, fazendo com que todas as potencialidades nacionais trabalhem para o mesmo fim: que o país seja vista como um ponto importante no mundo. “Acho que é o que temos estado a conseguir nos últimos 12 anos de paz. Se olharmos para as delegações que visitaram Angola, que visitam Angola, e essas diferentes realizações, indicam que o país amadureceu significativamente e isto é reconhecido por todos os países”, destacou.

CPLP marca presença nas celebrações

Os festejos arrancaram com o lançamento de 18 mil balões luminosos na baía de Luanda mas o ponto mais alto das cerimónias será o desfile civil e militar, que contará com a participação de 10 mil pessoas. O desfile cívico contará com blocos dos antigos combatentes e veteranos da pátria, infantis, administração pública, juventude e dos desportistas, cultura e comunicação social, educação, ensino superior, ciência e tecnologia, comércio, hotelaria e turismo, mercados e feiras, saúde e ambiente, indústria, transportes e comunicações, construção, urbanismo e habitação, agricultura, pescas, pecuária e florestas. Logo a seguir, desfilam a Polícia Nacional, Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra. De acordo com o programa, o Presidente angolano oferece em seguida aos chefes de Estado e de Governos e delegações estrangeiras um banquete oficial, para três mil convidados.

No ato central das comemorações dos 40 anos da independência são esperados cerca de cem convidados VIP, entre Chefes de Estado e de governos ou seus representantes, destacando-se ainda a presença do secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Murade Isaac Murargy. Já em Luanda, Murade Murargy fez questão de esclarecer que sendo Angola um grande parceiro da CPLP e na qualidade de secretário-executivo da comunidade “não tinha como ficar de fora desta grande festa” e sobre o atual estado da organização, adiantou que a CPLP está “viva” e no bom caminho, a discutir vários dossiês, em preparação aos 20 anos de existência da instituição que se assinalam no próximo ano.

Considerou ainda que os problemas em alguns países membros enfrentam acabam por se refletir também na organização, mas “isso não nos leva a pensar que não vamos bem, estas situações apenas nos inspiram na procura de soluções”, concluiu.

Sónia Bexiga/OJE

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