Mais de 4000 denúncias de operações financeiras ao Ministério Público até outubro

Bancos, sociedades de investimento, seguradoras e outras instituições financeiras denunciaram ao Ministério Público 4297 operações financeiras suspeitas, o número mais elevado dos últimos cinco anos.

Desde janeiro e até ao final de outubro deste ano, bancos, sociedades de investimento, seguradoras e outras instituições financeiras denunciaram ao Ministério Público 4297 denúncias de operações financeiras suspeitas. Trata-se do número mais elevado dos últimos cinco anos, avança hoje o DN.

Os dados revelados ao DN pela Procuradoria-Geral da República revelam uma subida de 11% do número de operações suspeitas comunicadas face às 3865 reportadas nos 12 meses de 2015.

Destas denúncias, resultaram a abertura de 37 inquéritos. As queixas levaram à suspensão de 38 destas operações bancárias que envolviam movimentações de 21,6 milhões de euros e de 2,3 milhões de dólares, no entanto, os movimentos suspensos entre janeiro e outubro de 2016 são mais baixos do que em anos anteriores.

As entidades financeiras e não financeiras – nomeadamente instituições de crédito, sociedades gestoras e de fundos de pensões ou empresas de investimento – estão sujeitas ao dever de informação e comunicação ao Ministério Público e à Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária sobre as atividades e transações financeiras em que exista suspeita ou razões suficientes para suspeita de “que teve lugar, está em curso ou foi tentada uma operação suscetível de configurar a prática de crime de branqueamento de capitais”.

As instituições financeiras estão obrigadas a comunicar operações suspeitas às autoridades desde 2008. Em 2014, entrou em vigor de um aviso do Banco de Portugal que obriga o setor financeiro a adotar regras de vigilância mais restritivas. Entre as novas exigências inclui-se o registo centralizado com a data das operações de depósitos em dinheiro acima de dez mil euros, transferências bancárias a partir de 15 mil euros ou depósitos numa conta de terceiros acima de cinco mil euros.

 

 

Recomendadas

Fidelidade reforça posição na seguradora peruana La Positiva para 93,9%

Na sequência de uma OPA, a Fidelidade passou a controlar 93,9% da seguradora e para isso faz um investimento de 396,3 milhões de soles, o equivalente a cerca de 101,2 milhões de euros.

Credit Suisse desencadeou o processo de venda do Mandarim Oriental Savoy Zurique

O banco tem trabalhado com um adviser para receber manifestações de interesse no famoso hotel, anteriormente conhecido como o Hotel Savoy Baur en Ville, refere a “Bloomberg” que cita pessoas com conhecimento do assunto.

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas”, afirma CEO do Access Bank

“Angola representa uma oportunidade para os nossos acionistas participarem no que acreditamos que irá gerar um valor mais forte à medida que África vai emergindo”, explicou Herbert Wigwe, CEO da Access Holding Pics, numa entrevista exclusiva para a Forbes África Lusófona.
Comentários