5 de outubro: Montenegro acusa Governo de degradar ambiente político com casos

Luís Montenegro falava aos jornalistas no final da cerimónia oficial das comemorações do 112.º aniversário da implantação da República em Portugal, na qual o Presidente da República falou dos governos que “tendem quase sempre a ver-se como eternos” e das oposições “quase sempre a exasperarem-se pela espera”, afirmando em seguida que “nada é eterno” e que “a democracia é por natureza o domínio da alternativa, própria ou alheia”.

Cristina Bernardo

O presidente do PSD defendeu hoje que há um “acumular de casos, de descoordenação, de dúvidas” que envolveram o Governo nos últimos meses, que “contribuem para degradar o ambiente político” e afastou-se de qualquer proximidade a movimentos de extremismo.

Luís Montenegro falava aos jornalistas no final da cerimónia oficial das comemorações do 112.º aniversário da implantação da República em Portugal, na qual o Presidente da República falou dos governos que “tendem quase sempre a ver-se como eternos” e das oposições “quase sempre a exasperarem-se pela espera”, afirmando em seguida que “nada é eterno” e que “a democracia é por natureza o domínio da alternativa, própria ou alheia”.

Para o líder social-democrata, esta visão de Marcelo Rebelo de Sousa é “muito pertinente” nos dias de hoje, em que “a democracia dispõe de instrumentos que à época não existiam, para se regenerar e para a governação ter uma ação transformadora do país que possa resolver os problemas quotidianos das pessoas, das comunidades, de forma a não deixar crescer fenómenos de extremismo que põem em causa o bom funcionamento da democracia”.

“Vejo nisso um apelo forte do Presidente da República a todos os agentes políticos: Aos que governam, para terem políticas transformadoras, reformistas que possam resolver os problemas com que os portugueses se deparam no dia-a-dia; às oposições, para a assunção da responsabilidade da exigência, do escrutínio, da fiscalização e da criação de alternativas”, indicou.

Montenegro afastou-se, a si e ao seu partido, de qualquer movimento de extremismo político.

“Temos uma história que fala por nós, não temos nada a ver com movimentos de extremismo político, não temos nada a ver com movimentos fascistas, xenófobos. Escusam de tentar colar-nos a essa ligação, porque ela não existe é uma ficção”, acrescentou.

Sobre o executivo de António Costa, o líder do principal partido da oposição considerou que “o acumular de casos, de descoordenação, de dúvidas, que tem, infelizmente, envolvido o Governo nos últimos meses, contribuem para degradar o ambiente político e o ambiente de confiança que os cidadãos têm nos seus dirigentes”.

E aconselhou: “O Governo tem de deixar de estar à deriva e concentrar-se em responder naquilo que afeta realmente as pessoas – a oferta de serviços públicos de qualidade em áreas essenciais como a saúde, a educação, a cultura, o desporto, áreas que dão qualidade de vida às pessoas no dia-a-dia e, naturalmente, ter uma economia suficientemente pujante e preparada”.

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