5G. CIP preocupada com “clima de conflitualidade e litigação de um tema relevante para economia do país”

António Saraiva defende que o 5G deveria servir para mobilizar, agregar e gerar investimento para o país. “É uma grande oportunidade, se adequadamente aproveitada, para a consolidação de um ecossistema empresarial nacional inovador e forte”.

Cristina Bernardo

A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) analisa com apreensão a forma como o processo do 5G tem vindo a ser gerido em Portugal. Esse sentimento foi expressado na conferência organizada pela entidade esta terça-feira, 15 de dezembro, sob o tema ‘O Desafio do 5G e o Imperativo do Mercado Justo’, por António Saraiva, presidente executivo da CIP.

O responsável vê “com preocupação o clima de conflitualidade e litigação associado a um tema tão relevante para o futuro da nossa economia e que deveria ser acima de tudo mobilizador, agregador e gerador de investimento para o país”.

António Saraiva considera que o 5G é fundamental para a transformação digital de Portugal “potenciando a revolução da indústria 4.0., constituindo-se numa alavanca crítica para a competitividade e progresso económico e social no futuro próximo”.

O líder da CIP defende que o 5G é uma prioridade para a economia nacional “devendo ser igualmente uma prioridade para o país na próxima década”, dado que Portugal precisa de aceleradores como o 5G “para reforçar o crescimento e o emprego e para apoiar a recuperação do país no seu todo”.

Para António Saraiva trata-se de uma grande oportunidade “se adequadamente aproveitada, para a consolidação de um ecossistema empresarial nacional inovador e forte” e que vai permitir alavancar nas múltiplas e promissoras aplicações desta tecnologia nos diversos domínios, “seja na reforço empresarial, na reindustrialização, na digitalização de todos os setores, designadamente do retalho e distribuição, da logística ou na cadeia de abastecimento alimentar que envolve produtores e uma série de atores que em muito podem beneficiar do investimento”.

O responsável assume que os resultados do leilão do 5G e que estarão na base do desenvolvimento futuro da rede em Portugal, “condiciona não apenas o futuro das operadoras de telecomunicações envolvidas no mercado português, presentes e futuras, mas sobretudo, na perspetiva da CIP, o potencial de crescimento económico das empresas nacionais, independentemente do seu setor de atividade”.

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