Seis erros financeiros a evitar se vai comprar um imóvel

A procura para comprar um imóvel pode ser morosa e complicada, devido à grande quantidade de questões que se deve ter em conta.

A procura para comprar um imóvel pode ser muito morosa e complicada, devido à grande quantidade de questões que se deve ter em conta. Continue a ler este artigo realizado pelo ComparaJá.pt para perceber 6 erros financeiros que muitas pessoas cometem quando estão à procura de casa.

1) Comprar um imóvel ou arrendar?

Antes de mais, deverá considerar se deve comprar um imóvel ou se é mais vantajoso arrendar uma casa por algum tempo. Se já tem em mente não permanecer na mesma habitação durante um grande período de tempo, talvez seja mais compensatório recorrer ao arrendamento.

É tudo uma questão de balancear os prós e os contras. Por um lado, a casa que comprar é efetivamente sua e, como tal, poderá tê-la de acordo com as suas preferências. Por outro lado, ao arrendar terá de respeitar as regras do senhorio.

2) Não ter o crédito à habitação que melhor se adequa às suas necessidades

Para quem não adquire um crédito à habitação que seja direcionado para as suas necessidades, poderá tornar-se complicado pagar as prestações acordadas e entrar em incumprimento é algo que se deve evitar.

Atualmente já existem empréstimos à habitação com diversas modalidades de pagamento, podendo optar por carência de capital ou até mesmo por diferimento de capital, caso tenha necessidade de pagar uma mensalidade mais reduzida em algum momento do contrato. É tudo uma questão de comparar as diversas ofertas e de escolher a que melhor se adequa ao seu caso específico.

3) Não ter um emprego estável

É verdade que na conjuntura económica atual torna-se mais complicado ter um emprego estável, mas este fator é importante quando pensa em comprar um imóvel.

Deverá estar numa fase da sua vida que considere ter um emprego razoavelmente seguro, para que lhe seja mais fácil conseguir não só pagar as prestações do seu crédito à habitação ao banco, mas também todas as despesas que advêm de adquirir um imóvel, desde contratos de água, luz e gás, mobília, pintura e decoração, entre outros.

Deve, desde cedo, ter em consideração que o trabalho em que está não será para sempre. Como tal, deve considerar poupar parte do seu rendimento mensal para eventuais imprevistos financeiros – por exemplo, o motor do seu carro avariou, a sua máquina da roupa deixou de funcionar e tem de adquirir uma nova, ou até mesmo problemas de saúde que requerem tratamentos mais caros.

4) Não analisar o mercado

É muito importante analisar o mercado imobiliário antes de comprar um imóvel. Se não tem noção dos valores praticados, poderá não compreender quando lhe pedem um valor mais elevado quando pretende comprar uma casa.

Deverá fazer uma prospeção de mercado, analisar se existe muita ou pouca oferta de casas na zona que pretende, perceber como funcionam as oscilações no mercado e ainda compreender alguns termos financeiros que o ajudam a desmistificar os valores que terá de desembolsar quando compra um imóvel.

5) Não planear a compra do imóvel

Antes de sondar o mercado e também de pesquisar sobre qual o melhor crédito à habitação para si, deverá planear a compra do imóvel propriamente dita. Isto significa que deverá questionar-se não só sobre as suas possibilidades financeiras, mas também sobre outros aspetos importantes.

Um aspeto relevante a ter em conta será a sua taxa de esforço. Se já tem alguns empréstimos, será esta uma boa altura para comprar um imóvel e pedir um crédito à habitação? Normalmente, a taxa de esforço não deverá ser superior a um terço (33%) do seu rendimento mensal.

Deverá também ponderar se tem algum dinheiro disponível para dar como entrada ao comprar um imóvel. Este montante depende não só da percentagem que a instituição financeira lhe dá sobre o valor da casa, mas também do próprio preço da propriedade.

6) Não contar com custos extra

Outro erro que deve evitar é o de não pensar em todos os gastos que advêm de comprar um imóvel. Quando pensa em comprar um imóvel, não pode apenas pensar no valor exato da propriedade, deverá sim considerar diversos custos extra, mas que são inevitáveis.

Em primeiro lugar, deverá saber que terá de adquirir um seguro de vida e um seguro multirriscos-habitação, pois é obrigatório contratar estes dois seguros quando realiza um crédito à habitação. Ambos os seguros protegem-no a si e ao seu imóvel, em caso de eventuais problemas que possam acontecer – desde catástrofes naturais a desemprego.

Em segundo lugar, torna-se importante conhecer as taxas de juro e spread aplicados e as comissões cobradas pelo banco no qual irá adquirir o seu crédito à habitação.

Por último, há que ter atenção aos impostos que deverá pagar quando comprar o imóvel. Nomeadamente, o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) e o IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas).

O IMI pagará anualmente, após a compra da casa, e é variável consoante o município onde irá habitar. Por outro lado, o IMT é o imposto pago aquando da aquisição do imóvel e é aplicado sobre o valor tributário da casa.

É verdade que as finanças são, por norma, algo complicado e de difícil compreensão, mas com alguma paciência é possível educar-se financeiramente e compreender os impostos e porque os paga. Desta forma, não terá necessidade de despender mais dinheiro ao pagar a um Contabilista para lhe tratar das finanças pessoais.

Em resumo, deverá ter uma clara perspetiva global sobre tudo o que implica comprar um imóvel. Deverá fazer uma introspeção para perceber se é financeiramente capaz de adquirir uma casa e se é mesmo esse o seu objetivo de futuro, mas também deverá fazer uma análise ao mercado imobiliário para perceber os valores e as ofertas existentes.

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