8 cursos com maior empregabilidade em Portugal (e como os financiar)

Está com dúvidas sobre o curso a tirar? O orçamento é um obstáculo? Descubra os 8 cursos com maior empregabilidade e como pode obter financiamento.

Uma das preocupações de quem entra para o ensino superior é ter um bom emprego no futuro, dentro da área na qual investiu durante tantos anos. É certo que muito depende da evolução do mercado de trabalho, mas contar com algumas informações prévias ajuda a tomar decisões com um maior grau de certeza.

Descubra, neste artigo realizado pelo ComparaJá, os 8 cursos com maior empregabilidade em Portugal e conheça as melhores formas de financiar os estudos.

8 cursos com maior empregabilidade em Portugal

Estes são os 8 cursos com maior empregabilidade em Portugal, a partir da informação extraída do portal InfoCursos (Dados e Estatísticas de Cursos Superiores). Este portal é gerido pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, com o apoio da Direção-Geral do Ensino Superior.

Todos os anos, publica uma lista de cursos com mais empregabilidade, tendo por base o número de recém-diplomados inscritos nos centros de emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

A par desta informação, apresentamos também o valor do salário médio de cada área profissional, de acordo com os dados fornecidos pela Brighter Future. Este é um programa da Fundação José Neves que faz o tratamento dos dados fornecidos pelo Gabinete de Estudos e Planeamento, Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (GEP/MTSSS).

1. Enfermagem

O curso de Enfermagem encontra-se no topo dos que têm maior empregabilidade, com uma taxa de desemprego à volta dos 0%. O foco deste curso reside, essencialmente, na prestação de cuidados a pacientes e em técnicas de assistência hospitalar e pré-hospitalar.

Trata-se de uma profissão que requere um bom equilíbrio emocional para lidar com pessoas em situações de extrema fragilidade. O salário médio (bruto) em Portugal ronda os 1.590 euros.

2. Engenharia informática

O curso de Engenharia Informática também está em alta, estando geralmente associado a disciplinas mais técnicas, como matemática ou linguagens de programação. Nesta profissão, é possível desenvolver aplicações, prestar apoio técnico, e trabalhar com hardware e software.

Exige raciocínio lógico e uma excelente capacidade de concentração, organização e disciplina. Trata-se de uma boa opção para quem deseja um emprego estável e de futuro, com um salário mensal a rondar os 1.990 euros.

3. Gestão

O curso de Gestão encontra-se no top três dos cursos com maior empregabilidade em Portugal. Os gestores são os profissionais responsáveis pelas decisões e estratégias de uma empresa, de forma a alcançar os objetivos da organização.

O profissional deverá ter uma grande capacidade analítica, proatividade e resiliência, dados os desafios e responsabilidades que esta função exige. O salário médio ronda os 2.680 euros.

4. Arquitetura

Com um salário médio de 1.320 euros e reduzida taxa de desemprego, o curso de Arquitetura integra a lista com maior empregabilidade. O profissional desta área projeta, planeia e esboça estruturas que integram os espaços urbanos, tornando-os únicos e confortáveis para os habitantes.

Entrar na carreira requer foco, persistência, criatividade, sensibilidade urbanística, de forma a poder conceber projetos que satisfaçam as exigências estéticas e técnicas.

5. Medicina

Impacto na sociedade e salário médio de 3.370 euros. Estas são algumas das principais características do curso de Medicina, que todos os anos cativa centenas de estudantes.

Esta área é uma das mais prestigiadas do ponto de vista social, sendo bem remunerada e muito procurada. Como as vagas no ensino superior são, habitualmente, escassas, a empregabilidade é elevada. Ainda que a competência técnica seja essencial, a empatia e a capacidade de relação é igualmente importante.

6. Fisiologia Clínica

Fisiologia Clínica é um curso relativamente recente que resultou da fusão de Cardiopneumologia e Neurofisiologia, formando estudantes enquanto técnicos de diagnóstico e terapêutica nas referidas áreas. A nível europeu, este curso beneficia de um grande reconhecimento: os fisiologistas clínicos são requisitados pela polivalência nas duas áreas, o que abre maiores oportunidades além-fronteiras.

À semelhança de Medicina, este curso exige uma boa capacidade empática para lidar com as especificidades das relações humanas em períodos de maior vulnerabilidade. Salário médio? Em Portugal, são cerca de 1.200 euros.

7. Psicologia

O curso de Psicologia encontra-se em sétimo lugar no ranking dos cursos com maior empregabilidade, com um salário médio de 1.350 euros. O Psicólogo é essencial para a saúde mental da sociedade em geral, uma vez que qualquer pessoa, em determinado momento de vida, pode passar por fragilidades emocionais. O seu papel é prevenir, diagnosticar e tratar nestes momentos difíceis.

Esta área requer uma elevada capacidade de raciocínio, sendo especialmente importantes o controlo emocional, sensibilidade, imparcialidade e empatia.

8. Educação Básica

O curso de Educação Básica prepara os profissionais para a primeira e mais próxima relação que um professor estabelece com os alunos. Na infância e primeiras aprendizagens, o professor tem como missão descobrir e desenvolver os talentos se cada criança.

Por isso, deve ser versado em várias áreas, desde a matemática e raciocínio lógico, às artes e criatividade, além do relacionamento interpessoal e desporto. Pelo facto de ser uma profissão ligada à infância, requer grande disponibilidade interna, generosidade, dedicação e senso de justiça.

Como financiar estudos universitários

Se gostava de tirar um curso superior ou voltar à universidade, mas o orçamento não é animador, descubra algumas alternativas para financiar os estudos.

1. Bolsa de estudo

O Estado disponibiliza uma bolsa de estudo para ajudar a suportar as despesas associadas à frequência de um curso superior, através de uma prestação mensal em dinheiro. Esta bolsa destina-se a pagar as propinas, alojamento quando aplicável e material escolar.

Para ter direito a esta bolsa de estudo é preciso comprovar que o agregado familiar não tem meios económicos para pagar os estudos. Poderá simular na página da Direção Geral do Ensino Superior se tem direito à bolsa e qual a estimativa do valor que irá receber.

2. Apoio autárquico

Algumas autarquias disponibilizam programas de apoio financeiro, em articulação com instituições de ensino superior, dedicadas a estudantes mais carenciados. Cada autarquia define as regras de atribuição deste apoio.

Assim, se quer iniciar ou prosseguir os estudos, mas não tem forma de os financiar, informe-se junto da autarquia da sua área de residência.

3. Emprego part-time

Outra forma de financiar os estudos passa por conciliar um emprego em part-time. Mesmo que consiga uma bolsa de estudo, um part-time pode ser uma boa ajuda financeira para fazer face às despesas associadas ao ensino superior.

Além disso, poderá beneficiar do estatuto trabalhador-estudante, que concede algumas regalias relativamente ao horário de trabalho e possibilidade de dispensa do trabalho.

4. Empréstimos de garantia mútua

Os empréstimos de garantia mútua consistem numa linha de crédito disponibilizada pelo Estado, que se distingue dos outros tipos de crédito pelo facto de o próprio Estado ser o fiador. Desta forma não é necessário que o estudante apresente qualquer garantia pessoal ou patrimonial.

Além disso, os empréstimos de garantia mútua também beneficiam de taxas de juros e comissões mais baixas, e os bancos não podem cobrar comissões por abertura de processo nem por reembolso antecipado.

Contudo, esta modalidade de crédito não está ainda disponível em todos os bancos, e as tranches estão condicionadas a um bom e comprovado aproveitamento do aluno.

5. Crédito para estudantes

O crédito para estudantes, precisamente pela especificidade do seu propósito, reúne mais vantagens do que as encontradas em créditos pessoais. Em regra, o crédito para estudantes oferece taxas de juro mais reduzidas, e alguns bancos permitem que o empréstimo comece a ser pago após o término do curso.

Durante o curso, o estudante paga apenas os juros e paga o restante quando o curso acabar e já tiver um emprego. Assim, verifique se a sua instituição de ensino tem parcerias de financiamento para tirar partido das vantagens protocolares.

6. Income Share Agreements

Os Income Share Agreements são uma forma inovadora de financiar os estudos. Consistem num empréstimo entre o estudante e uma entidade acreditada. Durante o curso, não se realizam reembolsos. Após os estudos, já empregado, entrega uma parte do salário previamente estabelecida até terminar o pagamento do empréstimo.

Na hora de escolher um curso superior, é importante pesar também, para além das saídas profissionais e do fator salarial, o que lhe trará maior realização pessoal. É importante escolher uma área com a qual se identifique, para garantir equilíbrio ao longo da vida.

De seguida, considere as várias alternativas para ajudar a financiar os seus estudos. Pesquise, compare e escolha a opção mais vantajosa para a sua carteira e para o seu futuro.

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