97% das empresas diz que carga fiscal é “negativa” ou “muito negativa”

Empresas consideram que o peso global dos impostos directos (89% de avaliações negativas), indirectos (89%), e de outras taxas e encargos (88%) é “excessivo”.

Há mais empresas a considerarem a carga fiscal em Portugal como “negativa” ou “muito negativa” face ao ano passado, conclui a consultora EY, num survey divulgado esta quarta-feira.

O survey da EY sobre que medidas gostariam de ver inscritas no Orçamento do Estado para 2020 (OE2020) conclui que 26%, das 100 empresas inquiridas, classifca como “muito negativa” a carga fiscal em Portugal e 61% como “muito negativa”. Em termos globais, no ano passado fixou-se em 97%.

“A percepção praticamente unânime da amostra, e o aumento face ao ano anterior deste indicador, sugere uma leitura de que o peso global dos impostos directos (89% de avaliações negativas), indirectos (89%), e de outras taxas e encargos (88%) é excessivo”, refere ainda o estudo.

Segundo o estudo, 92% das empresas avaliaram negativamente o esforço que lhes é exigido para cumprir com as suas obrigações fiscais.

“Uma carga fiscal excessiva, associada à dificuldade para cumprir com as obrigações contributivas, torna mais difícil ou inviabiliza algumas decisões de investimento”, refere a EY.

As empresas consideram ainda que o acesso e a celeridade do sistema de justiça fiscal têm uma avaliação negativa ou muito negativa no total. “Um sistema fiscal complexo e uma postura menos cooperante dos serviços fiscais resultam em situações de litígio com a Autoridade Tributária e Aduaneira”, aponta. “Na opinião da maioria das empresas é  importante aumentar a segurança jurídica dos contribuintes, simplificando a sua relação com a máquina fiscal e promovendo a resolução de diferendos”, acrescenta.

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