ISP: “Medida injusta e mesquinha”. Saiba o que dizem os partidos sobre os ajustes do Governo

Os partidos com representação parlamentar demonstram-se contra a posição tomada pelo Executivo de António Costa relativamente ao ISP.

Na sexta-feira, o Governo anunciou que iria reduzir o desconto no ISP este mês devido à queda dos preços. Os partidos com representação parlamentar demonstram-se contra a posição do Executivo de António Costa.

No PSD, o presidente do partido, Luís Montenegro, considerou, à agência “Lusa”, que esta é “uma medida injusta, uma medida que atinge todos por igual, uma medida que atinge não só o cidadão comum como a própria dinâmica empresarial da economia”.

Por sua vez, o deputado do Chega Rui Afonso apontou ao Jornal Económico (JE) que a medida é “acima de tudo mesquinha”. “Ou seja, a primeira oportunidade que tem para cortar numa benesse, neste caso um desconto extraordinário no ISP, aproveita logo para cortar esse imposto”.

Já o deputado da Iniciativa Liberal Carlos Guimarães Pinto recordou ao JE que o partido é desde há “muito tempo, mesmo antes desta subida que ocorreu no princípio do ano, a favor de uma descida no ISP”. “Portugal tem uma das cargas fiscais sobre os combustíveis mais alta da Europa e sempre defendemos que essa carga fiscal deveria ser mais baixa”, afirmou.

À esquerda, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, referiu que “o Governo tem de evitar o aumento do preço dos combustíveis”, segundo um comunicado divulgado no site do partido. “O PCP vai continuar a intervir, com propostas concretas no sentido de fixar e controlar os preços dos combustíveis e dos bens essenciais, remover todos os mecanismos especulativos da formação de preços e garantir que os preços dos combustíveis são de facto mais baixos para os trabalhadores e para o povo”, assegurou a comunista.

Já no BE, a coordenadora do partido, Catarina Martins, defendeu, à “Lusa”, ser “absolutamente incompreensível a decisão do Governo de subir o ISP e com isso anular a descida que se esperava que existisse nos combustíveis”. “Os combustíveis têm tido preços absurdos, preços que impactam em toda a economia e a atuação do Governo em não permitir a baixa de preços é uma atuação que vai prejudicar toda a gente”, acrescentou.

Do lado do PAN, a porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, sublinhou, numa reação enviada às redações, que “temos de parar de beneficiar os combustíveis fosseis e aliviar as famílias e empresas”. “Recordo que o Governo tem na gaveta uma proposta de regulamentação que desde o ano passado que tem autorização legislativa para fazer relativamente aos tetos máximos dos preços dos combustíveis assim como seria importante introduzir o limite máximo dos preços da bilha de gás”, lembrou.

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