Medo do debate

A recusa covarde desses dois candidatos em debater com o meu candidato mostra muito mais do que falta de coragem e de capacidade, mostra desrespeito para com os militantes do PS-M mas, sobretudo, para com a população da Região Autónoma da Madeira. São uma imitação de má qualidade do que Alberto Jardim fez durante 37 anos ao recusar-se debater com os líderes dos partidos da oposição sempre que era candidato à Quinta Vigia.

A história dos debates televisivos começa, em 1960, na eleição presidencial norte-americana, com o famoso frente-a-frente entre Kennedy e Nixon. E a história conta que quem ouviu o debate, na rádio, julgara o homem, mais tarde responsável pelo “Caso Watergate”, vencedor, só que o que se viu, no pequeno ecrã, foi um candidato nervoso, a suar, profusamente, imagem que ficou para todo o sempre e que ajudou a derrotá-lo.

O que ninguém pode negar é a importância dos debates para que as pessoas possam perceber quem são os candidatos, o que pensam, que ideias e propostas têm e, deste modo, poderem, depois, julgar quem está mais bem preparado, quem tem o discurso bem articulado, com princípio, meio e fim, quem conhece e domina a complexidade dos dossiês, quem sabe de cor e salteado os números da governação, quem, em suma, é o melhor candidato, o mais credível e verdadeiro e, consequentemente, merecedor da confiança popular.

Quando o PSD-M foi a votos, foram realizados vários debates na RTP-M entre todos os candidatos. Desta forma, todos os militantes social-democratas e a população da Madeira e Porto Santo puderam avaliar quem estava melhor preparado para ser não só presidente do partido mas também candidato à presidência do Governo Regional. E é isto que se deveria passar com as internas do PS-Madeira. Deveria haver debates televisivos entre os três candidatos para que os madeirenses e porto-santenses saibam com o que podem contar, que estas eleições transcendem e muito a óptica partidária – e digo três embora só haja duas candidaturas porque uma delas é deveras siamesa, com contornos burlescos, quase de Ópera Bufa, com um candidato que tem outro candidato.

A recusa covarde desses dois candidatos em debater com o meu candidato mostra muito mais do que falta de coragem e de capacidade, mostra desrespeito para com os militantes do PS-M mas, sobretudo, para com a população da Região Autónoma da Madeira. São uma imitação de má qualidade do que Alberto Jardim fez durante 37 anos ao recusar-se debater com os líderes dos partidos da oposição sempre que era candidato à Quinta Vigia.

É que para além de terem de mostrar e provar, que estão à altura dos desafios, teriam ainda que explicar a razão da existência desta candidatura contranatura quando os estudos de opinião dão Carlos Pereira e o PS-M a par e passo do PSD e de Miguel Albuquerque.

NB – Também António Costa e António José Seguro realizaram vários debates antes das famosas “Primárias”…

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