A chegada da 4.ª Revolução Industrial ao sector automóvel

A 4.ª Revolução Industrial está aí e, ao contrário das anteriores, foca-se num aspeto totalmente diferente: as pessoas.

Ainda que se trate da digitalização de processos, é nas pessoas que se concentram as atenções: o nosso envolvimento com a tecnologia proporciona-nos o relacionamento e a aquisição de experiências e é esse o grande poder da transformação digital. A nova forma de trabalhar é abraçar e adotar a tecnologia e, quer queiramos quer não, o nosso futuro está nela.

A indústria 4.0 consegue estabelecer uma ligação em cadeia de processos rápidos, seguros, com qualidade e eficiência, o que se apresenta como a solução para que as PME nacionais se tornem mais competitivas quando comparadas à sua concorrência direta.

Todos os processos estão interligados, contudo as características humanas como a criatividade ou a ética serão, num futuro próximo, consideradas de maior valor. A robotização e o software farão parte do nosso trabalho, mas isso só nos fará focar em coisas que não podem ser automatizadas. Porque, por muita evolução que haja, as máquinas são muito boas a simular, mas não a ser.

Portugal na indústria automóvel

Portugal é hoje um player de peso e cada vez mais reconhecido em toda a indústria automóvel. Possui um mercado de produção robusto e competitivo, cada vez mais baseado em compromissos de longo prazo. O impacto que isto tem na nossa economia mostra a força que caracteriza todo o setor. E com a transição de energia a tornar-se cada vez mais crítica, o compromisso é claro. Ainda assim, é preciso notar que o esforço é muito mais alargado que isso e que inclui de igual forma um investimento contínuo no desenvolvimento, tendo em conta a formação contínua dos recursos humanos e potenciando a inovação e partilha de conhecimento.

“Vamos liderar a transformação digital” é o grande mote do projeto i4.0 – Lead the Digital Transformation, que surgiu com o intuito de ser um veículo de informação a nível nacional sobre este tema, para PME.

Programas de incentivo da UE

Com um forte contributo para o PIB português, a indústria automóvel revela-se um excelente exemplo da transformação que se pretende para as PME nacionais. O cluster, constituído por fabricantes de componentes e construtores, tem como principal objetivo tornar esta indústria mais competitiva a nível nacional e internacional e, por isso mesmo, aposta fortemente na inovação.

Fernando Machado (Mobinov), durante a sua intervenção no seminário Roteiro para a Indústria 4.0 do passado dia 13 de Outubro (organizado pelo consórcio Sanjotec, Inova-Ria e Fraunhofer Portugal), levantou um pouco do véu do que se está a fazer atualmente. Fazendo o cluster português parte da European Automotive Cluster Network (onde estão cerca de 20 outros clusters europeus da mesma área), tem uma posição privilegiada para participar em projetos europeus e cooperar com outras empresas de outros clusters internacionais – como é o caso do programa RReStartSME.

Além disto, Fernando Machado apresentou também tendências para o setor: a indústria vai exigir cada vez mais materiais mais leves, mais ecológicos, em detrimento do que a metalomecânica tem produzido até hoje. Haverá brevemente uma urgência na reinvenção destas empresas para aquilo que será o carro do futuro (por exemplo, a extinção dos motores a combustão deixará numa posição muito fragilizada os fabricantes de componentes para este tipo de motor).

Melhor produto e novas soluções

Segundo Gisela Garcia, Innovation Management Specialist da Volkswagen Autoeuropa, há quatro linhas que devemos ter em conta no atual contexto de inovação industrial do setor: as tendências do mercado, os novos players (de software, por exemplo), questões ambientais e de sustentabilidade e os novos ciclos de vida de um veículo.

Estes quatro aspetos trazem necessárias mudanças no setor, que facilmente se explicam num gráfico de tendências que mostra o quão revolucionário é um produto e como o mesmo está em termos de desenvolvimento e inovação. Encontramo-nos atualmente num modelo de produto mais tradicional, ainda que já haja mudanças nesse conceito para veículos elétricos e híbridos, autónomos e conectados em rede. Desta forma, os construtores de automóveis não poderão ficar apenas pelo produto em si, mas terão que apostar em novas soluções de mobilidade, carregamento de baterias eléctricas ou car sharing.

Previsões para um futuro não tão distante

Como pudemos ver, a indústria automóvel está já a sofrer drásticas mudanças. E, como não podia deixar de ser, estas mudanças vão ditar todo um novo rumo nas empresas desta área.

“Até 2030, o mundo da mobilidade terá visto a maior transformação desde a transição dos cavalos para os carros no início do século XX. O futuro dos carros, o futuro da mobilidade individual, será brilhante, pois estamos a torná-lo livre de emissões, seguro e conveniente”, diz o CEO da Volkswagen Group, Herbert Diess – e, por isso mesmo, o setor não pode estagnar no que toca à inovação do mesmo.

Este projeto é cofinanciado pelo Compete 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional.

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Fraunhofer, InovaRia e Sanjotec.

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