“A correção dos erros estratégicos da dependência energética exige tempo”, defende Eduardo Catroga

O antigo ministro das Finanças defendeu, na conferência organizada pelo Jornal Económico que decorre esta manhã no ISEG, que é imprescindível seguir-se uma “política energética coerente”, que “tem de equilibrar o pilar da segurança energética, o da competitividade de preços para empresas e famílias e o do ambiente”.

“A diversificação e a correção dos erros estratégicos da dependência energética exige tempo”, afirmou hoje Eduardo Catroga, um dos nomes de destaque na conferência de 6.º aniversário do Jornal Económico e que decorre esta manhã no ISEG, aludindo àquele que é um dos maiores desafios da Europa com a procura de alternativas viáveis à importação de gás e petróleo da Federação Russa.

O economista sublinhou que a questão da “transição energética e os seus desafios estruturais já de punham antes do acontecimento infeliz da história da Europa”.

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O antigo ministro das Finanças considera ser imprescindível seguir-se uma “política energética coerente”, que “concetualmente tem de equilibrar o pilar da segurança energética, o da competitividade de preços para empresas e famílias e o do ambiente”, acrescentando que o bloco europeu está a viver um conjunto de contradições nestes equilíbrios”.

Porém, nas palavras de Eduardo Catroga, “olhando para a evolução, os ventos políticos dão mais prioridade a um ou dois, sem uma coerência global a longo prazo”.

O economista associou a transição climática a um “desafio também tecnológico”, que deve “resolver um conjunto de problemas” como “o armazenamento em ciclo longo”, recordando que a procura total de energia continua a aumentar.

No campo do hidrogénio, Catroga identifica igualmente desafios tecnológicos, em que a “variável de tempo vai ser determinante”.

“A humanidade vai conseguir encontrar soluções tecnológicas competitivas, nomeadamente para o pilar de segurança energética, mas exige tempo”, insistiu.

Por fim, Eduardo Catroga, que a Dean do ISEG Clara Raposo classificou como “uma figura ímpar e histórica nesta escola [ISEG]”, sublinhou que “sem investimento não há transição energética acelerada”.

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