A esperança tem um nome

O ano novo vai começar com um sabor agridoce e 2021 está totalmente dependente das vacinas.

Não há palavras nem vontade de fazer um balanço de 2020. O ‘cisne negro’ apareceu. Além das vidas que levou ou adiou, destruiu empregos, empresas e tantos sonhos. Condicionou as liberdades, alterou paradigmas e muitas coisas terão mudado para sempre.

O ano novo vai começar com um sabor agridoce. Tudo aponta que a nova estirpe do novo coronavírus seja significativamente mais contagiosa. No Reino Unido, onde foi detetada, o número de novos casos atingiu na terça-feira um novo máximo desde o início da pandemia, mas o que mais impressionou foi a subida de quase 30% de um dia para o outro. Ainda pouco se sabe sobre a letalidade da nova variante, mas à medida que se vai disseminando é de esperar uma aceleração de casos a nível global e, com eles, novas restrições que irão prejudicar a confiança e adiar a recuperação económica.

Em contraste, existe “a vacina” sobre a qual residem todas as esperanças. A inoculação de uma parte significativa da população levará tempo e comportará desafios logísticos e políticos relevantes. Também se notam as esperadas resistências à toma da vacina, umas mais aceitáveis, outras totalmente disparatadas. Parece claro que 2021 está completamente dependente das vacinas.

É essencial que as vacinas sejam eficazes e cheguem depressa ao maior número de pessoas. A economia necessita de regressar ao “normal”, os doentes não-Covid precisam de ser convenientemente tratados e ansiamos pela nossa autonomia. Que a vacina nos permita deixar 2020 para trás e… que os governos saibam libertar as sociedades sem hesitações.

Bom ano!

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