A febre de Wall Street com os veículos elétricos

A aposta dos investidores neste tipo de empresas é uma aposta no futuro dos veículos elétricos em oposição aos veículos movidos a motor de combustão interna.

 

O veículo elétrico tem inúmeras vantagens em relação aos veículos a gasolina. Em primeiro lugar, é não poluente, ou seja, não emite gases de escape ou gases de efeito de estufa. Em segundo lugar, é mais económico: uma carga da bateria para 500 km custa o equivalente a 10 litros de gasolina (na maior parte dos automóveis, 10 litros de gasolina não chegam para andar sequer 150 km). Em terceiro, e talvez o mais importante de tudo, um automóvel elétrico não tem praticamente custos de manutenção.

Como não há peças móveis no motor, o único desgaste são os pneus e, eventualmente, a troca da bateria passados alguns anos, se bem que com o avanço da tecnologia, muito em breve será possível fabricar baterias que durem mais de 1 milhão de quilómetros.

Duas das ações mais populares do planeta atualmente são as fabricantes de veículos elétricos Nio e Tesla (com a XTB pode negociar ações com 0% de comissões). Certamente que o leitor já ouviu falar da Tesla e, inclusive, já viu alguns dos seus modelos a passearem pelas nossas ruas, mas, provavelmente, a Nio nem tanto.

Duzentos milhões de ações destas duas empresas juntas trocam de mãos diariamente, em grande parte graças aos adeptos mais fervorosos que acreditam que estas empresas representam o futuro não apenas do transporte, mas da própria energia. Mas não há dúvida nenhuma que, apesar de atuarem no mesmo setor, estas duas empresas são bem diferentes.

Fundada em 2003, a Tesla é uma empresa do setor da energia renovável, focada sobretudo na transição do mundo para a mobilidade elétrica, através do fabrico de veículos elétricos. O Tesla Roadster, estreado em 2008, foi o seu primeiro modelo, a que se seguiu o Model S em 2012, o Model X em 2015, o Model 3 em 2017 e o Model Y em 2020.

A Tesla também vende painéis solares para geração de energia elétrica e baterias de armazenamento de energia solar tanto para uso residencial como industrial. As entregas globais da Tesla em 2019 totalizaram 367.656 unidades.

Segundo um comunicado divulgado a 2 de janeiro, só em 2020 a empresa vendeu 499.550 veículos elétricos. Um valor impressionante, apesar de ter ficado ligeiramente abaixo da meta traçada por Elon Musk de 500.000 veículos.

A Nio é uma fabricante de veículos elétricos com sede em Xangai. A empresa, que abriu o seu capital ao mercado americano há pouco mais de dois anos, opera no segmento premium, projetando, fabricando e vendendo veículos elétricos inteligentes e equipados com inovações tecnológicas de última geração no que respeita à conectividade, condução autónoma e inteligência artificial.

Neste momento, possui o modelo SUV ES8 de 6 e 7 lugares, o modelo de 5 lugares SUV ES6 e o mais recente coupé de 5 lugares SUV EC6. E em 2021, qual irá subir mais: Tesla ou Nio?

As ações da Tesla e da Nio valorizaram 695% e 1110%, respectivamente, no ano passado. Quando comparamos estas duas empresas é importante perceber que estamos perante empresas de dimensão e maturidade diferentes. A Tesla vendeu quase 12 vezes mais veículos do que a Nio no ano passado, que não conseguiu ir além dos 43.728 veículos.

No entanto, a sua capitalização bolsista é menos de 9 vezes a capitalização da Nio, pelo que, à primeira vista, as ações da Tesla aparentam estar mais baratas que as da Nio. Há, no entanto, um fator crucial a considerar: a Tesla passou a ser uma empresa lucrativa apenas há 5 trimestres, enquanto que a Nio continua a investir em I&D e no seu crescimento orgânico, pelo que ainda apresenta prejuízos.

A Nio não consegue dar resposta à procura atual dos consumidores devido à capacidade de produção limitada. O aumento da produção incorrerá em grandes custos, portanto, espera-se que a Nio permaneça não lucrativa por algum tempo. Bem recentemente, no passado mês de dezembro, a empresa fez um aumento de capital, tendo conseguido angariar 2,6 mil milhões de dólares a 39$ a ação (fique por dentro das últimas notícias do mercado).

Como o gráfico abaixo mostra, a capitalização bolsista atual da Tesla é igual a praticamente toda a indústria automóvel junta. Este dado não deixa de ser surpreendente se tivermos em conta que o fabrico de automóveis é um dos maiores negócios do mundo, e que a participação da Tesla nesse mercado é de cerca de meio por cento das mais de 80 milhões de unidades vendidas no ano passado em todo o mundo.

Fonte: Yahoo Finance

 

Quando se trata de perspetivas futuras (conheça a análise detalhada da XTB), parece que a Nio acaba por ser beneficiada. O governo chinês prometeu que os novos veículos elétricos representarão 25% de todas as vendas de automóveis no país até 2025. Enquanto a Tesla também vender os seus veículos na China, a Nio acaba por ganhar vantagem no seu país de origem.

Além disso, a Tesla está a vender veículos na América do Norte, Europa e Ásia, enquanto que a Nio ainda precisa de se expandir para além do seu mercado doméstico, o que confere maior potencial de valorização às ações da empresa. Alguns rumores não confirmados sugerem que a Nio pode estar a planear iniciar as vendas na Europa em 2021.

Outro fator importante foram os numerosos anúncios feitos no evento anual da empresa, que teve lugar a 6 de janeiro, e que vieram confirmar alguns rumores como o lançamento de uma bateria de 150 kWh, que provavelmente aumentará a autonomia dos seus veículos para mais de 900 km, uma atualização do sistema de assistência ao condutor da Nio – o NT2 – e as estações de trocas de bateria de segunda geração.

A adopção de veículos elétricos como meio de transporte está a aumentar e a Goldman Sachs estima que a venda deste tipo de veículos represente 18% das vendas globais em 2030 e 29% em 2035, à medida que os preços das baterias descem, tornando mais acessível a aquisição deste tipo de veículos.

Ambas as empresas têm um grande potencial de longo prazo, pois são players essenciais no crescimento do mercado de veículos elétricos. A tecnologia, inovação e liderança da Tesla tornam-na uma boa aposta para o longo prazo. No entanto, no curto prazo, a Nio apresenta mais argumentos para que as suas ações continuem a valorizar. Não deixe que a sua carteira fique sem energia – comece a negociar ações com a XTB.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a XTB.

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