A ideia de que a FLUL possa ser ocupada “desta maneira” é “inaceitável”, diz diretor da faculdade

“A força foi usada de modo proporcional e muito limitado” para retirar do interior das instalações os jovens ativistas que as ocuparam, de acordo com o professor Miguel Tamen.

A direção da Faculdade de Línguas da Universidade de Lisboa (FLUL) diz que é “inaceitável” a ideia de que a faculdade possa ser ocupada “desta maneira”. A instituição de ensino foi, na semana passada, ocupada por jovens ativistas (não apenas alunos), que foram mais tarde expulsos pelas autoridades pessoais, que agiram de maneira correta, segundo considera o diretor da FLUL, o professor Miguel Tamen, que enviou uma mensagem a alunos, docentes e funcionários.

“A força foi usada de modo proporcional e muito limitado” para retirar do interior das instalações os jovens ativistas que as ocuparam, “perturbando deliberadamente a realização de aulas, de avaliações, de eventos”, segundo é possível ler no texto que foi enviado.

Em comunicado, a FLUL faz saber que foram feitos três tipos de exigências. O primeiro, trata-se da demissão de um ministro ou a redução de utilização dos combustíveis. “Não nos compete satisfazer”, lembra a faculdade. O segundo passa pelo aumento do número de casas de banho sem género marcado, que “podemos considerar fazer”, de acordo com o diretor. O terceiro e último prende-se com o “despedimento de professores suspeitos de assédio sem o procedimento legal devido”, por exemplo, que o docente sublinha que “nunca” devem ocorrer.

Diz-se ainda que “não podemos nem devemos enquanto universidade ser porta-vozes de quaisquer causas”, permitindo sim que cada aluno possa “ser porta-voz das causas que entender”, reitera-se.

“A faculdade orgulha-se com razão de ser um espaço de liberdade de expressão, coexistência, e livre-circulação”, conclui o professor Miguel Tamen.

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