A importância da relação humana na produtividade

A performance económica de uma organização, tal como de um país, é um pré-requisito para o crescimento e a segurança dos seus colaboradores ou da sua população. Nesse sentido, o papel da produtividade assume um grau de importância sobre maior. Pese embora o facto de a definição de produtividade ter evoluído ao longo do tempo, […]


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A performance económica de uma organização, tal como de um país, é um pré-requisito para o crescimento e a segurança dos seus colaboradores ou da sua população. Nesse sentido, o papel da produtividade assume um grau de importância sobre maior.

Pese embora o facto de a definição de produtividade ter evoluído ao longo do tempo, uma das suas primeiras definições apresentada pelo Prof. Kendrick no início dos seus estudos acerca do tema nos estados EUA na década de 60 é: “A história da produtividade- relação entre “Output” e o “Input”, não é mais do que a história dos esforços empreendidos pelo Homem para se libertar da pobreza”.
Esta definição, que coloca o Homem no centro com a sua infindável necessidade pelo saber e por melhores condições de vida, pressupõe um conjunto amplo de fatores/variáveis concorrentes para a determinação da capacidade de produção de um sistema.

Independentemente das variáveis dinheiro, máquina, matéria-prima e método terem um papel de extrema importância, torna-se claro para todos nós que é o Homem que está ao controlo do leme. Deste modo, é praticamente impossível não associar o impacto que o papel das relações humanas tem na procura de maiores indicadores de produtividade. Podemos ter todo o dinheiro do mundo, os melhores recursos tecnológicos e as melhores matérias-primas disponíveis, que de nada nos servirá se os Recursos Humanos da organização não estiverem habilitados e motivados para corresponder às expectativas, principalmente em contexto democrático.

Nesse sentido, o clima organizacional e o próprio contexto de trabalho, assumem uma importância extrema na implementação de um espírito intrínseco com foco na produtividade. Cabe ao top management dar o mote inspiracional para os benefícios da adoção de uma cultura focada na produtividade que permitirá, em última análise, proporcionar melhor qualidade de vida a todos os trabalhadores no decorrer do seu “employee life cicle”.

O desenho de políticas de transparência, assentes em princípios de respeito mútuo, confiança e partilha de um objetivo em comum, suportadas por um sistema de comunicação aberto e bidirecional, ajudarão a fomentar uma maior proximidade relacional entre o top management e os seus colaboradores, e poderão ter um papel de extrema importância no desenvolvimento de uma motivação intrínseca para a concretização dos objetivos de produtividade.

Esta capacidade de estabelecer uma relação de confiança é um elemento fundamental. Nesse sentido, os líderes deverão salvaguardar que, como dizem os americanos “They walk the talk”, garantindo deste modo que serão eles próprios a estabelecer o ritmo, qual metrónomo que não sai do compasso para que não existam avanços e recuos nos compassos estabelecidos.

Neste sentido, a produtividade não poderá apenas ser encarada como uma forma de exigir uma maior carga de trabalho na “workforce” disponível. Pelo contrário, deverá ter uma perspetiva inclusiva de todos, garantido que os próprios colaboradores têm um papel ativo na procura constante de uma maior capacidade produtiva. Isto pressupõe que no âmbito da relação de confiança estabelecida, os colaboradores conheçam muito bem os seus enquadramentos, responsabilidades e tarefas; que sejam continuamente dotados de melhores capacidades técnicas e comportamentais que os auxiliem a desenvolver melhores métodos; sejam continuamente responsabilizados pelos seus resultados; que tenham uma clara noção de qual o seu contributo para o todo da organização e sempre que possível, que possam obter uma gratificação positiva das suas responsabilidades em oposição a enquadrar o seu trabalho como um mero modo de ganhar sustento.

Hugo Bernardes
Diretor – Talent Cloud da Ray Human Capital

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