PremiumA inovação traz a pedra portuguesa para o século XXI

36 autores de 15 países receberam uma pequena caixa com amostras de pedra portuguesa e um convite. Seis anos volvidos, tratam as pedras pelo nome. Descobriram e acrescentaram valor, artístico e económico, à pedra portuguesa, na sequência de um desafio lançado pela indústria, convocando o poder transformador das artes plásticas, da arquitetura e do design para esculpir o futuro deste ‘cluster’. “É um grande orgulho ver todos estes diálogos entre passado, presente e futuro”, diz Guta Moura Guedes, diretora artística da Primeira Pedra.

O termómetro assinala 32°C. A praça recatada do Museu dos Coches, em Lisboa, oferece aos visitantes um precioso chiaroscuro. Convida a um olhar pausado. E, quando este pousa, depara-se com um primeiro convite. Fruir das peças que ali estão, ao ar livre, na praça. Constituem um primeiro momento da exposição que assinala o culminar de seis anos de um programa internacional de pesquisa experimental, a Primeira Pedra, que explorou o potencial da pedra portuguesa.

Inaugurada a 24 de junho, a exposição vai permanecer em diálogo com a coleção única do Museu até 25 de setembro. Mas o que esta quarta-feira, 3 de agosto, teve de diferente, foi a chegada da derradeira peça – instalada no exterior, com vista sobre as demais –, criada pelo artista chinês Ai Weiwei, “Brainless Figure in Stone”. O interesse que desperta nos visitantes e transeuntes é notório. Aproximam-se, comentam, fotografam, tocam. A questão do toque, aliás, é intencional. Foi assim que os autores envolvidos na Primeira Pedra quiseram aproximar este material do público do século XXI.

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