A Instituição

A Instituição é um dos grandes proprietários do concelho com mais de 100 imóveis, resultantes de doações e deixas testamentárias.


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A Santa Casa da Misericórdia de Setúbal é hoje uma referência do setor social. Com três lares residenciais, um centro de apoio a idosos rependentes, centro de dia, serviço de apoio domiciliário, 24 horas por dia, 365 dias por ano, cozinha social, Programa do Fundo Europeu de Ajuda a Carenciados, alojamento temporário de emergência, clínica de Medicina Física e de Reabilitação, loja de mediação de jogos sociais e loja de ajudas técnicas, emprega cerca de 250 trabalhadores, confeciona 850 refeições por dia e presta serviços diários a mais de 750 pessoas.

A Instituição é um dos grandes proprietários do concelho com mais de 100 imóveis, resultantes de doações e deixas testamentárias.
Este assinalável património tem vindo a ser requalificado ou restaurado, conforme os casos, e lançado no mercado de arrendamento a preços ajustados à situação financeira dos arrendatários.
Com um Orçamento próximo dos 5 milhões de euros e uma situação financeira equilibrada, estimamos que o passivo (herdado) esteja integralmente satisfeito em meados de 2017, ou seja, daqui a ano e meio.
Claro que uma instituição com esta dimensão está na mira de apetites diversos. Da promoção de negócios à instrumentalização partidária, da alavancagem de carreiras políticas, à projeção pessoal, é o instrumento ideal para quem não tiver escrúpulos… nem limites na ambição.
Daí a campanha recente contra o Provedor, inqualificável e totalmente infundada, meticulosamente preparada desde o início do ano, com vista ao assalto aos Órgãos Sociais cuja eleição ocorrerá em 26 de novembro próximo.

Felizmente, os mais de 700 Irmãos que constam dos cadernos eleitorais, portanto com direito a voto, perceberam o que estava em jogo e recusaram-se a fornecer aos adversários do Provedor o apoio necessário (poucas dezenas) para que estes apresentassem listas.
Bem diz o povo: “Entradas de leão…”.
Nos próximos anos, assistiremos a mudanças significativas no modelo de serviços prestados por entidades como as Misericórdias.
Por força da maior longevidade das pessoas, os serviços que as Misericórdias prestam são cada vez mais da área da Saúde e menos da área da Segurança Social.
É que viver mais tempo não significa, na grande maioria dos casos, que isso aconteça em boas condições físicas e psíquicas.

A esta alteração do perfil de Utente tem de haver, a diversos níveis, uma resposta adequada por parte de quem contrata e paga o serviço, o Estado, e por parte de quem o presta, em proximidade, as Misericórdias e outras.
A Misericórdia de Setúbal, com larga experiência na área geriátrica, não deixará de estar na primeira linha desta grande transformação.
Mas, para além disso, muito há a fazer nos próximos quatro anos. Com uma equipa de gente com créditos profissionais firmados (e não confecionados) em diversas áreas, a nova mesa administrativa da Misericórdia de Setúbal está em condições de avançar para novos desafios, com ponderação e bom senso. A título de exemplo, sinalizámos já ao Sr. Bispo da Diocese de Setúbal o interesse da instituição em voltar a por em funcionamento um ex-libris da docência setubalense, o Colégio Diocesano.

Outro projeto onde pretendemos investir é no da requalificação do Lar Acácio Barradas, estando já em curso o estudo do enquadramento pelos fundos do novo quadro comunitário de apoio.
Uma coisa é certa, utentes e seus familiares, trabalhadores, a quem, aliás, a maior parte dos sucessos da Misericórdia se deve, Irmãos e Comunidade, poderão continuar a ter orgulho nesta centenária instituição, sempre ao serviço dos mais desfavorecidos económica e socialmente.

Cardoso Ferreira
Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal

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