A Inteligência Artificial não é apenas ficção científica de Hollywood

Se há alguma coisa que este último ano e meio nos ensinou é que, cada vez mais, o sucesso das organizações está relacionado com a sua capacidade de adaptação e inovação.

Empresas inovadoras e resilientes conjugam a visão estratégica dos seus líderes com a correta adoção de tecnologia para aumentar a capacidade produtiva e melhorar o dia-a-dia das suas equipas.

O uso da Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de criação de valor e inovação contínua nas empresas tem vindo a penetrar, de forma cada vez mais significativa, quase todas as indústrias. A IA apoia as organizações na otimização das suas operações (com a automatização de processos), na agilização e assertividade da tomada de decisão (com a disponibilização de insights resultantes da análise avançada de dados e modelos preditivos), na relação e interação com clientes (com chatbots de linguagem natural já equiparada ao ser humano), na inovação dos produtos e na capacitação dos colaboradores (com a incorporação de mecanismos de IA nas diferentes tarefas do dia a dia).

A IA não é apenas ficção científica de Hollywood, é a realidade atual e uma aposta clara na capacitação das empresas para responder à volatilidade dos mercados! E são muitos os exemplos que vemos na indústria. Alguns dos meus favoritos encontram-se na Best of Business AI 2021 – uma coletânea de casos de empresas líderes em sectores como a construção, distribuição, manufatura, entre outros, que abraçaram a IA para endereçar os desafios que as suas indústrias enfrentam.

Segundo o estudo da McKinseyThe state of AI in 2020”, 61% das empresas com melhor performance aumentaram o investimento em IA durante a pandemia de COVID-19, demonstrando de forma inequívoca, a confiança crescente no papel da IA na resposta ao mercado e na forma como se faz negócio.

Na Microsoft, temos visto esta confiança crescer ao longo do tempo nos nossos clientes. Em 2019, quando criámos a AI Business School – uma iniciativa online gratuita em parceria com o INSEAD, que pretende capacitar executivos para construírem estratégias eficazes de IA – muitas das empresas estavam ainda no início da sua jornada. Agora, dois anos depois, mais de 2 milhões de líderes e 43% dos nossos principais clientes utilizaram a iniciativa, sendo notória a crescente maturidade das empresas e dos desafios que se propõem resolver. Esta é uma tendência também visível em Portugal, que nos levou a lançar, este Outubro, um curso equiparado de IA para Executivos C-Suite: “AI 4 Business” em parceria com a NOVA Information Management School.

O desenvolvimento da IA tem sido notável, alavancado sobretudo em dois factores: por um lado, o aumento desenfreado do volume de dados e, por outro, o aumento exponencial da capacidade de computação. A Microsoft Research, com 8 centros de investigação espalhados pelo mundo e mais de 1000 investigadores, tem estado na vanguarda desta inovação em IA, liderando o caminho quando se trata de paridade humana nos principais recursos de IA (como linguagem e visão) e modelos massivos e supercomputadores de IA. Estes modelos complexos – como o GPT-3 e o Turing – resultantes da iniciativa Open AI, têm milhares de milhões de parâmetros, abrindo portas a mais funcionalidades, como a criação automatizada de conteúdos, o resumo da informação e previsões com precisão antes inimaginável. Esta nova geração de modelos não só permitirá novos cenários para a IA, como também reduzirá a barreira para as empresas abraçarem a IA e escalarem-na através das suas organizações.

Mas a implementação bem-sucedida da IA depende de mais fatores do que apenas a tecnologia utilizada. Na Microsoft, acreditamos que para que a IA resulte numa verdadeira criação de valor para o negócio, as organizações precisam de trabalhar cinco dimensões: estratégia, cultura, responsabilidade, escala e democratização. As primeiras três – estratégia, cultura e responsabilidade – são as bases para qualquer empresa que inicie a sua jornada de transformação digital com recurso à IA.

De forma simples, passa por saber para onde ser quer ir – curto/médio/longo prazo, por promover uma cultura orientada à análise de dados, onde se incentiva a experimentação e melhoria contínua e por fazê-lo de forma ética e segura. Ao assentar estes 3 pilares, as empresas começam então a pensar em como ganhar escala, trazendo inovação a todas as unidades de negócio e como democratizar o acesso, permitindo a todos os colaboradores (e não apenas a informáticos ou cientistas de dados) beneficiar do uso de IA no seu trabalho diário.

É com a missão de dar a todos as ferramentas para que consigam fazer o seu melhor que a Microsoft tem vindo a disponibilizar a parceiros e clientes estes modelos massivos, como parte integrante dos serviços de IA em Azure, como a Azure Cognitive Search, Text Analytics, o nosso serviço de Compreensão de Línguas, assim como a incorporar IA no Office 365 e Dynamics 365, permitindo que qualquer organização e colaborador comece já hoje a usufruir desta nova geração de IA.

 

 

 

Joana Pinto Santos

Azure Product Marketing Manager na Microsoft Portugal

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Microsoft.

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