“A liberdade de cada um acaba onde começa a do próximo”. Trabalhadores da RTP defendem que não vacinados não devem utilizar espaços coletivos

“A vacinação não é obrigatória e quem não quis vacinar-se pode invocar um princípio de liberdade individual para justificar essa recusa. Mas ninguém que tenha recusado vacinar-se pode impor a sua presença em espaços fechados a colegas que se vacinaram, para proteção própria e para proteção alheia”, escreve a Comissão de Trabalhadores da RTP.

A Comissão de Trabalhadores da RTP defendeu numa missiva que os colegas não vacinados não devem utilizar espaços fechados de utilização coletiva, ainda que entenda que ninguém é obrigado a vacinar-se.

Numa publicação no Facebook, a Comissão de Trabalhadores da estação de televisão pública nota que “a liberdade de cada um ou cada uma de nós acaba onde começa a liberdade do próximo”, sendo importante “saber se quem trabalha ao nosso lado se fez vacinar ou não”. Para os trabalhadores, este é um “princípio fundamental, que vale em todo o mundo, em todo o país e também na RTP”.

“A vacinação não é obrigatória e quem não quis vacinar-se pode invocar um princípio de liberdade individual para justificar essa recusa. Mas ninguém que tenha recusado vacinar-se pode impor a sua presença em espaços fechados a colegas que se vacinaram, para proteção própria e para proteção alheia”, escreve a comissão na publicação.

Assim, e em caso de conflito entre vacinados e não vacinados, a comissão entende que “deve prevalecer a defesa do coletivo, que se vacinou e que não tem obrigação alguma de tolerar a presença de uma minoria que, em nome da sua própria obstinação negacionista, pode comprometer as precauções tomadas por todos”.

No fim do texto, a comissão destaca mesmo que “quem recusou a vacinação não deve ser admitido em espaços fechados de utilização coletiva”, dado poder levar a uma infeção geral da equipa.

A maioria dos comentários apelidam a publicação de “vergonhosa”, escrevendo que se trata de discriminação para quem escolheu não ser vacinado contra o vírus da Covid-19. Muitos comentários apontam ainda que a Comissão de Trabalhadores está a apresentar “uma autêntica segregação digna de tempos da Segunda Guerra”.

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