“A MDS cresce com inovação na proteção dos novos riscos”

A MDS passou a ter presença direta em Espanha e criou a MDS RE, que marca a entrada da empresa num novo negócio, a corretagem de resseguros. Em Portugal, reforçou a sua posição com a compra de 70% da Accive. Ricardo Pinto dos Santos, country manager da MDS Portugal, explica a evolução da companhia. Que […]


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A MDS passou a ter presença direta em Espanha e criou a MDS RE, que marca a entrada da empresa num novo negócio, a corretagem de resseguros. Em Portugal, reforçou a sua posição com a compra de 70% da Accive. Ricardo Pinto dos Santos, country manager da MDS Portugal, explica a evolução da companhia.

Que evolução espera na corretagem para os próximos anos?
Acreditamos que a corretagem vai crescer nos próximos anos, refletindo uma preocupação crescente das empresas em acautelar os seus riscos. Um dos pontos positivos do quadro económico-financeiro que atravessamos é que mostrou a importância de antecipar problemas e garantir a cobertura de riscos. Os gestores estão mais atentos e também mais bem preparados para estas necessidades, procuram parceiros que lhes garantam a melhor solução, mas também um maior e melhor acompanhamento. Por outro lado, o esforço que as seguradoras têm realizado para alcançar equilíbrios técnicos das suas contas, juntamente com maior atividade económica, contribuirá certamente para o aumento do volume de negócios da corretagem. Apesar disso, o setor tem atravessado tempos desafiantes, nomeadamente do ponto de vista da rentabilidade e sustentabilidade. Verifica-se alguma recuperação económica, mas os efeitos sentidos no passado recente e os exigentes desafios futuros, que exigem fortes restruturações das atuais operações e modelos, tornam a exploração das empresas mais difícil e promovem a consolidação do sector. Só com alguma dimensão se será capaz de responder adequadamente às novas tendências de venda – mundo digital, novos perfis de clientes e a contínua necessidade de recursos humanos competentes e especializados.

Como tem superado a MDS estes tempos difíceis?
A MDS, neste contexto, tem alcançado crescimentos consecutivos. O ano de 2014 marca definitivamente esta tendência de crescimento, beneficiando quer de um reforço do relacionamento com os atuais clientes, quer da conquista de novos. Este desempenho está claramente associado à capacidade de inovação e diferenciação, nomeadamente no âmbito da proteção dos chamados novos riscos, o que nos coloca na vanguarda do setor. No segmento de negócio da corretagem, vai manter-se a tendência já iniciada de consolidação, com várias integrações e fusões. É um movimento em que a MDS também tem estado envolvida, nomeadamente com o reforço da presença em Portugal, através da aquisição de uma participação de 70% no capital da Accive, responsável por uma carteira de cerca de cinco milhões de euros em prémios. Com esta aquisição, a MDS alargou a sua presença geográfica, reforçando a liderança e a quota de mercado e a Accive passou a gerir uma carteira de prémios de cerca de 17 milhões de euros.

E no estrangeiro?
Passámos ainda a ter uma presença direta em Espanha e criámos a MDS RE, que marca a nossa entrada numa nova área de negócio, a corretagem de resseguros. Em paralelo, estamos a consolidar a nossa presença no Brasil, onde somos já o terceiro corretor, e em África.

Em 2015 é esperado um aumento de produção na corretagem?
O aumento da atividade económica levará, naturalmente, a um aumento do volume de prémios emitidos o que, de forma direta, promoverá um aumento do volume de negócios. Este comportamento é acompanhado por uma revisão em alta das condições técnicas das seguradoras, o que torna o comportamento mais consistente. Os indicadores que temos mostram uma tendência de crescimento, que acompanha a recuperação da economia portuguesa. As empresas portuguesas, sobretudo as exportadoras, lideram este movimento; ainda assim, nota-se maior dinâmica nas empresas mais viradas para a procura interna. É um crescimento lento, tal como nos clientes particulares.

Que ramos poderão crescer mais, agora que a economia começa a dar sinais de vitalidade?
Os ramos com maior potencial de crescimento são os de Acidentes de Trabalho, Automóvel e Saúde. Este último regista crescimentos importantes fruto das alterações introduzidas no Sistema Nacional de Saúde (SNS), que promoveram a procura de soluções complementares à oferta pública. A recuperação do setor automóvel, com aumentos significativos nas vendas de viaturas novas, tem impacto positivo no montante de prémios emitidos e os Acidentes de Trabalho têm apresentado um comportamento idêntico, em resultado da revisão em alta das condições técnicas praticadas pelas seguradoras.

Há nichos de mercado a surgir?
Em termos de nicho, e ao nível do cliente particular, verifica-se um importante aumento da venda de seguros associados à comercialização de produtos eletrónicos e desportivos. Já no setor empresarial há uma maior procura  de soluções para a cobertura de riscos emergentes, como cyber, responsabilidade civil profissional e  responsabilidade ambiental. Estes são segmentos em que a MDS antecipou a tendência e investiu muito nos últimos anos, com o desenvolvimento de produtos específicos, e onde temos crescido de forma consolidada.

Carlos Caldeira/OJE

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