“A TAP é menos competitiva que a Iberia”, diz ministro das Infraestruturas

A TAP tem mais 19% de pilotos por aeronaves e mais 28% de tripulantes que os seus mais diretos concorrentes, que são as companhias de bandeira e, entre elas, a Iberia”, afirmou esta sexta-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Paulo Whitaker/Reuters

“A TAP é menos competitiva que os seus concorrentes. Tem mais 19% de pilotos por aeronaves e mais 28% de tripulantes que os seus mais diretos concorrentes, que são as companhias de bandeira e, entre elas, a Iberia”, afirmou esta sexta-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, na apresentação do Plano de Reestruturação da TAP.

Ou seja, segundo o ministro, os pilotos da TAP “ganham mais que os nossos concorrentes”, mas Pedro Nuno Santos salvaguardou que “não quer dizer que a responsabilidade desta situação na TAP é dos trabalhadores”, embora reconheça que “os custos laborais são um peso”, além de que “os custos laborais por piloto subiram 37% entre 2017 e 2019”.

A produtividade na TAP é inferior à concorrência europeia, atendendo a que “num Airbus A321, a TAP tem cinco tripulantes, quando a concorrência europeia tem quatro e nos pilotos, devido a diferentes regras de descanso e de tempo de voo, a TAP precisamos de mais pilotos para produzir o mesmo”.

Paralelamente, Pedro Nuno Santos adiantou que a TAP vai reduzir a sua frota, passando de 108 aviões para 88 aviões, mas considerou que “há um número de aviões a partir do qual não podemos baixar, para manter a atividade do hub da TAP, que é o seu negócio lucrativo. Este hub é alimentado pelas ligações ao Brasil, aos Estados Unidos e a África, pois o que dá dinheiro à TAP é transportar passageiros para o hub e distribuí-los pela Europa”.

Face a esta redução da frota da TAP, Pedro Nuno Santos sublinhou que “quando estamos a falar no número de trabalhadores que não são necessários, estamos a falar de pessoas, o que não nos sai da cabeça em nenhum momento”. Esta reestruturação, segundo o ministro, “é para salvar a TAP, para que possa crescer e recuperar emprego no futuro, porque que não consegue fazer isso neste momento”, dando como certeza que “se não fizermos uma reestruturação séria, teremos de meter mais dinheiro dos portugueses. Atualmente enfrentamos uma crise económica, com portugueses a perderem salários e empregos e sentimos dificuldade nas respostas”, admitiu.

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