A vitória de Costa

Onde está a dificuldade? Está precisamente em conseguir mantê-la com os parceiros que tem à sua esquerda


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Contra ventos e marés, António Costa tomou posse como o novo Primeiro-ministro de Portugal e ganhou contra todas previsões. Ganhou a liderança do país e a liderança do partido. Mas também ganhou um risco inultrapassável. O novo PM recebe uma herança macroeconómica que tem de seguir. É uma boa ou uma má herança?

A acreditar nas palavras do ex-ministro Eduardo Catroga, é “uma boa herança” e que coloca o país na linha da estabilidade das contas públicas. Onde está a dificuldade? Está precisamente em conseguir mantê-la com os parceiros que tem à sua esquerda.

Fazer uma disrupção nas políticas? É um desiderato mas que dificilmente poderá ser concretizado. O país alinha por políticas europeias e que são adversas ao experimentalismo. O risco é assumir um custo mais à frente e o PS europeísta não o fará. Costa ganhou a liderança do país com uma excelente tática. O país sempre votou maioritariamente na esquerda, mas a esquerda é “muitas esquerdas” e nunca tinha avançado para uma solução de unicidade. Está a fazê-lo agora, sabendo que o PC segue linhas rígidas e já disse que as não altera, e o Bloco tem objetivos programáticos que poderá suspender durante algum tempo mas que, a prazo, voltarão ao de cima. Estes não são os partidos do arco da governação. Aliás, funcionam bem enquanto tiverem matéria para crítica e sem responsabilidade de assunção de políticas. Quando tiverem de o fazer, perderão relevo. O PS de Costa tem outra ambição e tem outra história.

Costa sempre disse que este acordo pode terminar em divórcio, mas ninguém sabe se é uma relação para a vida ou para um prazo curto. Tudo o que se disser sobre “tempos de vida” é pura especulação. Depois disto tudo sobra uma dúvida. É possível que Passos Coelho, enquanto líder do PSD, tenha de “engolir a língua” como Cavaco o fez. O PSD não se pode afastar da responsabilidade de ser um partido europeísta e, por isso, vai estar inexoravelmente ligado às propostas e às decisões do PS quanto se tratar do país, da sua credibilidade e das reformas estruturas prementes. O PSD será, por isso, o seguro de vida político do PS de Costa. Uma última nota: atenção ao sistema financeiro nacional. Está frágil e os políticos não se podem desligar dessa realidade.

Vítor Norinha/OJE

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