Abbas pede a EUA para travar medidas extremistas de novo Governo de Israel

Abbas relatou ao conselheiro do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, “os últimos acontecimentos na Palestina, incluindo as medidas adotadas pelo novo Governo israelita com o objetivo de destruir a solução de dois Estados e as oportunidades de paz e estabilidade na região”, segundo a nota divulgada pela agência oficial palestiniana Wafa.

O Presidente palestiniano, Mahmud Abbas, pediu hoje aos Estados Unidos que intervenham para “travar as medidas extremistas e a agenda racista” do novo Governo israelita, numa reunião em Ramallah com o conselheiro de Segurança Nacional norte-americano, Jake Sullivan.

Abbas relatou ao conselheiro do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, “os últimos acontecimentos na Palestina, incluindo as medidas adotadas pelo novo Governo israelita com o objetivo de destruir a solução de dois Estados e as oportunidades de paz e estabilidade na região”, segundo a nota divulgada pela agência oficial palestiniana Wafa.

Entre as medidas constantes dos acordos da nova coligação governamental israelita, embora não sejam vinculativas, estão a anexação da Cisjordânia ocupada, a imposição da pena de morte a “terroristas” – forma como Israel classifica os palestinianos que cometem ataques ou envolvidos na luta armada – e a proibição da bandeira palestiniana.

Abbas também insistiu na importância de os Estados Unidos intervirem para travar a expansão dos colonatos, bem como para preservar o ‘statu quo’ vigente na Esplanada das Mesquitas.

Sullivan encontra-se de visita na zona, onde hoje se reuniu com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e também com os ministros dos Negócios Estrangeiros e Defesa, Eli Cohen e Yoav Gallant, respetivamente, e na quarta-feira com o Presidente da República de Israel, Isaac Herzog.

Com as autoridades israelitas, discutiu a importância de expandir os Acordos de Abraão, especialmente com a Arábia Saudita, e a ameaça nuclear iraniana.

Embora não tenha sido oficialmente divulgado, da agenda de Sullivan consta igualmente a possível visita do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, a Israel e à Palestina em finais de janeiro e a de Netanyahu aos Estados Unidos nos próximos meses.

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