Acções europeias impulsionadas por perspectivas de resgate estatal ao Monte dei Paschi

A banca italiana continua em alta, contagiando pares da Europa. Em Lisboa, o PSI20 segue no verde, com o BCP a escalar 3%

A banca europeia mantém a tendência positiva desta semana, com os ‘players’ italianos em destaque, impulsionando as principais praças europeias, com a bolsa de Lisboa a ganhar 0,83%, em vésperas da crucial reunião mensal do Banco Central Europeu.

A Reuters noticiou que o estado Italiano poderá adquirir uma participação de dois mil milhões de euros no capital do pressionado Monte dei Paschi di Siena. Os títulos desse banco, que é o mais antigo do mundo mas que necessita de um urgente reforço de capital, disparam 7%. Os pares Unicredit ganha 4,05% e o Intesa San Paolo avança 3%.

O bom desempenho da banca italiana tem impulsionado os títulos do sector na Europa esta semana, com o índice europeu Stoxx 600 Banks a ganhar 2,41% hoje, na terceira sessão seguida de ganhos.

A beneficiar deste sentimento positivo, em Lisboa, o BCP valoriza 3%, após ter escalado 5% ontem. No índice PSI20 lisboeta, 15 das actuais 18 cotadas negoceiam em terreno positivo.

Na Europa, o índice de referência Stoxx Europe 600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, sobe 0,75%, com os títulos do setor mineiro também em destaque.

Os investidores estão focados na reunião de amanhã do Banco Central Europeu (BCE). O principal tema a discutir pelo Conselho de Governadores deverá ser a a eventual extensão do plano de aquisição de activos para além de Março de 2017.

“O estímulo do Banco Central Europeu será positivo para as ações”, disse James Woods, analista da Rivkin Securities, em Sydney, à Bloomberg.

No mercado de dívida, os juros das Obrigações dos países periféricos da zona euro estão em queda, beneficiando da expectativa sobre as decisões  da autoridade monetária sobre os estímulos amanhã.

A ‘yield’ da dívida portuguesa a 10 anos negoceia nos 3,515%, uma queda de 12 pontos base face à sessão anterior, enquanto a mesma maturidade itáliana cai cinco pontos base para 1,892%.

No mercado das matérias-primas, o Brent, que serve de referência às importações europeias, desvaloriza 0,33% para os 53,75 dólares, enquanto o Crude desce 0,27% para os 50,79 dólares. Os preços do petróleo seguem pressionados pela expectativas de um aumento da produção nos Estados Unidos, apesar dos planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da Rússia para cortarem o ‘output’.

No mercado cambial, o dólar australiano deprecia face à divisa norte-americana, em 0,4%, depois do PIB da Austrália ter recuado 0,5% no terceiro trimestre de 2016 face ao período anterior – a primeira contração desde 2011. O euro avança 0,14% para os 1,0727 dólares.

 

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