Ações americanas levam rendibilidades dos fundos acima dos 6%

Apenas cinco fundos de investimento mobiliário (FIM) conseguiram rendibilidades anualizadas brutas acima dos 6% e todos estão expostos a ações americanas. Os dados referem-se a novembro último e são da APFIPP.

Model house and euro banknotes

O melhor Fundo de Investimento Mobiliário (FIM) é da gestora Caixagest (grupo Caixa) e está na categoria dos fundos Ações da América do Norte. As melhores rendibilidades dos FIM nacionais são apuradas pela APFIPP – Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios, ressalvando-se que os ganhos passados não são sinónimo de ganhos futuros.

Em termos de rendibilidade anualizada apurada a 30 de novembro último, o fundo Caixagest Ações EUA é o melhor com 9,4% de ganho, seguido de outro fundo da mesma categoria mas gerido pelo BPI Gestão de Ativos, o BPI América – Classe D e registou uma rendibilidade anualizada de 8,1%.

São os fundos de ações internacionais com destaque para os fundos com ações da América do Norte que registam os melhores resultados, ou seja, todos acima dos 6% em termos anualizados. A Caixagest consegue 7,4% de rendibilidade com um fundo de Ações Internacionais, enquanto a gestora IM Gestão de Ativos, com o IMGA Ações América fecha novembro com 7,1% de rendibilidade anualizada, logo seguido do fundo Santander Ações América Classe A com 6,6%. O Montepio, através do fundo Euro Energy, e dentro da categoria dos fundos de Ações Setoriais consegue 4,2% de rendibilidade.

As obrigações da zona euro também deram um bom resultado em 2018 com o fundo NB Obrigações Europa a registarem um ganho de 3,5%. Nos 10 melhores do ranking da APFIPP estão ainda fundos de ações do Montepio, BPI e Novo Banco. De registar que nesta tabela o nível de risco é elevado em todos os fundos e com exceção dos dois melhores fundos da Caixagest que apresentam um volume sob gestão elevado, todos os outros fundos têm volumes de apenas algumas dezenas de milhões de euros sob gestão.

Os melhores fundos refletiram a tendência dos mercados financeiros ao longo do ano, com destaque para as aplicações em ações das empresas cotadas nos mercados americanos, a par do interesse de obrigações da zona euro. A APFIPP realça que os resultados que divulga não consideram comissões de subscrição e resgate, assim como outros encargos que poderão estar subjacentes aos contratos feitos entre investidores e gestoras. Estes resultados não têm igualmente em conta o imposto que seja devido pelos participantes no momento do resgate relativamente aos rendimentos conseguidos após 1 de julho de 2015.

Sob o escrutínio da APFIPP estavam em outubro cerca de 11.830 milhões de euros, repartidos entre os FIM de ações com valores de cerca de 1318 milhões de euros, os FIM de obrigações com 1735 milhões de euros aplicados, os FIM de curto prazo com quase 2457 milhões de euros e ainda os chamados Outros FIM com 6319 milhões de euros. Nestes últimos estão incluídos os FIM PPR e os fundos com Proteção de Capital.

A maior sociedade gestora é a Caixagest, do grupo Caixa, com 32,87% de quota, a que se segue o BPI Gestão de Ativos com 24,45% e a IM Gestão de Ativos com 17,57%. O Santander Asset Management tem uma quota de 16,54% e distante vem a gestora GNB com 3,12% e todos os restantes variam entre zero e pouco mais de 1% de quota de mercado.

Recomendadas

Respostas Rápidas: como deve investir a pensar na reforma?

Com uma estrutura demográfica cada vez mais envelhecida, as dúvidas em torno da sustentabilidade da Segurança Social no médio-prazo reforçam o papel da poupança privada no rendimento dos portugueses em reforma, pelo que importa compreender os vários instrumentos financeiros ao seu dispor.

Respostas rápidas: é assim que pode ir para a reforma antes dos 66 anos e sete meses

Não tem 66 anos e sete meses, mas quer ir para a reforma? Há vários regimes que permitem a antecipação da pensão de velhice. O Jornal Económico explica, com base num guia do ComparaJá.

Respostas Rápidas: como pode aceder ao complemento solidário para idosos ou outras pensões?

A propósito do Dia Internacional do Idoso e dado o envelhecimento cada vez maior da sociedade portuguesa, importa compreender como podem os contribuintes aceder a vários apoios disponibilizados pela Segurança Social.
Comentários