“Acolhemos de braços abertos integração da Ucrânia na UE”, garante António Costa

O primeiro-ministro português garantiu que continua empenhado em apoiar a resistência ucraniana, a ajuda na adesão à União Europeia e, ainda, a disponibilidade para participar ativamente no processo de reconstrução do país invadido.

FILE PHOTO: Portuguese Prime Minister Antonio Costa smiles as he attends a joint news conference with European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President Charles Michel (not pictured) during the European Social Summit in Porto, Portugal, May 8, 2021. REUTERS/Violeta Santos Moura/File Photo

António Costa voltou a reafirmar o compromisso português de apoio à decisão da Ucrânia integrar a União Europeia (UE). Durante a visita a Kiev, o primeiro-ministro de Portugal em conjunto com o presidente ucraniano, Volodomyr Zelensky, marcaram presença numa conferência de imprensa, onde que sublinharam os laços que unem os dois países.

“Foi com grande emoção que tive a oportunidade de ser hoje recebido pelo presidente Zelensky, um líder que inspira o mundo e nos dá um grande exemplo, motivação e coragem. Personalizando nele a notável resistência do povo ucraniano desta invasão ilegal”, começou por dizer António Costa.

O líder do governo português afirmou que, apesar da distância geográfica entre os dois países, “somos dois países muito próximos. A proximidade começa desde logo pela grande contribuição que a comunidade ucraniana tem dado em Portugal para o nosso desenvolvimento ao longo das ultimas decadas e estamos agradecidos”.

“Simbolicamente vim aqui no dia da Europa. Porque acolhemos de braços abertos a opção muito clara que a Ucrânia fez pela Europa. Aguardamos com grande expectativa o relatório que a Comissão Europeia irá apresentar sobre as perspetivas de integração da Ucrânia na UE”.

“Independentemente do que venha a acontecer, disponibilizamos ao presidente Zelensky e ao governo ucraniano todo o apoio técnico e a disponibilidade para a troca de experiências tendo em conta o nosso processo de adesão”, garantiu António Costa.

Questionado sobre o tipo de apoio dado por Portugal na fase de reconstrução da Ucrânia, António Costa elencou as limitações portuguesas, mas disponibilizou-se para, especificamente, reconstruir “escolas e jardins de infância, ou uma zona territorial, dado que é fundamental investir no futuro para garantir que as novas gerações ucranianas têm futuro na sua terra. Temos experiência acumulada no desenvolvimento do parque escolar, é uma experiência diferenciada nessa matéria”.

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