PremiumAcordo com capital de risco do Estado abriu portas a Ricardo Moutinho

Sociedade de capital de risco do Estado assinou ‘side letter’ com o empresário da polémica em Caminha. Chama-lhe um ”mero acordo de intenções”, mas Ricardo Moutinho usou-a, enquanto ainda estava em vigor, para alavancar o negócio com a Câmara de Caminha.

A Portugal Ventures – a sociedade de capital de risco do Estado – assinou em 31 de janeiro de 2020 um acordo com uma empresa de Ricardo Moutinho – o homem por detrás da polémica que fez cair Miguel Alves, o agora ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro – para a criação e gestão de um fundo de capital da risco para investimentos na região da Cova da Beira.

Fê-lo menos de três meses depois de ter conhecido o empresário numa reunião na Câmara do Fundão, em outubro de 2019. Na altura da assinatura do acordo, a empresa Fieldperformance SGPS – de Ricardo Moutinho, do dinamarquês radicado em Portugal Jesper Carvalho Andersen e de Américo Dias Pinheiro, atual CEO da empresa portuense Castelbel – contava apenas cinco meses de vida e ainda não tinha um único exercício fechado nem contas publicadas.

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