Acordo de Paris assinala dois anos em cerimónia marcada pela “ausência” dos EUA

O encontro acontece dois anos depois de ter sido assinado o Acordo de Paris, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, e fica marcado pela ausência dos Estados Unidos, que anunciaram a sua saída do pacto em junho.

A cimeira do clima reúne esta terça-feira em Paris mais de 2.000 “atores-chave”, incluindo 50 chefes de Estado e de Governo. O encontro acontece dois anos depois de ter sido assinado o Acordo de Paris, para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, e fica marcado pela “ausência” dos Estados Unidos, que anunciaram a sua saída do pacto em junho.

O encontro “One Planet Summit”, promovido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, tem como objetivo encontrar novas formas de financiamento para a luta contra o aquecimento global. Emmanuel Macron está focado, de igual forma, em juntar mais países ao grupo que se predispôs a trabalhar para limitar a subida da temperatura a 1,5 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais, garantindo que esta não ultrapassa os dois graus.

O acordo foi ratificado por 55 países negociado por 195 países há dois anos atrás, tendo sido depois ratificado por 55 países que representam, pelo menos, 55% das emissões globais de gases com efeito de estufa. Em junho deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rasgou o acordo, considerando que este era “desvantajoso para os EUA e apenas com vantagens para outros países”. A decisão foi encarada com grande preocupação em todo o mundo, tendo em conta que os Estados Unidos são um dos países que mais contribui para a poluição ambiental.

“Tomada esta decisão, acelerámos os processos de ratificações. Mais países decidiram unir-se ao grupo e ratificar os Acordos de Paris”, afirmou Emmanuel Macron aos jornalistas. “Foi como um choque para alguns países, o facto de que um Estado tenha decidido deixar o acordo. Agora, esse país está por sua conta e risco”.

O ministro do Ambiente português, João Pedro Matos Fernandes, participa também no evento, juntamente com o primeiro-ministro, António Costa. Em entrevista à rádio TSF, o governante lembra que Portugal é um dos países europeus mais afetados pelas alterações climáticas, com a seca, que se arrasta há vários meses, e incêndios violentos, na sequência de episódios de calor extremo.

O evento conta ainda com a presença dos chefes de governo de Espanha, México ou Reino Unido, do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do ator Leonardo DiCaprio e do multimilionário Bill Gates. Os Estados Unidos vão ser representar apenas pelo encarregado de negócios da embaixada em Paris.

Recomendadas

Referendos de adesão à Rússia de territórios ucranianos ocupados terminam hoje

Os parlamentos das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, reconhecidas pelo Kremlin a 21 de fevereiro passado, convocaram um referendo de integração na Rússia entre 23 e 27 de setembro, ao qual se juntaram as regiões de Kherson e Zaporijia, parcialmente sob domínio russo.

Revista de imprensa nacional: as notícias que estão a marcar esta terça-feira

“Salário mínimo vai perder poder de compra pela primeira vez desde 2013”; “Famílias com prazo-limite para tratar das partilhas de terrenos”; “Seleção procura lugar na final four antes do anúncio dos convocados para o Mundial”

Itália. Encontrar ministros ‘aceitáveis’ pelo Presidente será desafio para Meloni

Vencedor das eleições de domingo à frente de uma coligação de direita e extrema-direita que poderá ter a maioria dos lugares parlamentares, o partido Irmãos de Itália “cresceu, mas a classe dominante permaneceu a mesma do que quando pesava 1%” dos votos, disse à Lusa Francesco Costa, diretor do site de notícias Il Post e especialista em política internacional.
Comentários