Açores: empresários de São Jorge querem “apoios imediatos” à liquidez

Os empresários referem que o tecido empresarial da ilha “estava fragilizado pela situação pandémica”, acrescentando que a situação sísmica “veio agravar as dificuldades de recuperação económica”.

São Jorge, Açores

Os empresários de São Jorge, nos Açores, reivindicaram “apoios imediatos à liquidez” das empresas que tenham sido afetadas pela crise sismovulcânica, justificando que a situação “tem tido repercussões imediatas na economia local” e pode prolongar-se.

A posição surge num memorando com medidas propostas pelo núcleo empresarial de São Jorge (NESJ) da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo ao Governo Regional dos Açores.

No documento, os empresários justificam que a crise sismovulcânica, que afeta a ilha desde 19 de março, “tem tido repercussões imediatas na economia local” e “perspetiva-se que os seus efeitos se prolongarão a médio e longo prazo”.

“O tecido empresarial da ilha estava fragilizado pela situação pandémica” e esta situação sísmica “veio agravar as dificuldades de recuperação económica”, alertam.

Entre as medidas propostas pelo núcleo empresarial está “o apoio imediato à liquidez a todas as empresas que comprovem quebras de faturação e/ou lucros cessantes” e a implementação de “uma campanha de comunicação clara e inequívoca de que se pode retomar a normalidade possível”.

No memorando entregue ao presidente do Governo dos Açores e à Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, no âmbito de uma visita do Governo a São Jorge, os empresários defendem a “rápida operacionalização” do programa ‘Apoiar.PT’, de apoio à liquidez das empresas, para agilizar compensações financeiras aos empresários afetados e a inclusão de empresas que não sejam contempladas e necessitem desse apoio.

“Uma empresa que tenha iniciado a sua atividade em 2021 não pode candidatar-se ao Apoiar.pt. Estes empresários precisam de ser apoiados”, lê-se no documento enviado às redações.

Quanto ao turismo, os empresários pedem uma “campanha de comunicação clara e inequívoca”, que permita retomar a normalidade possível na ilha e do setor.

Em concreto, propõe que “todas as ações relacionadas com este setor sejam avaliadas com muita ponderação, em colaboração com os agentes turísticos e em constante reavaliação”.

Em relação ao voucher “Welcome to São Jorge”, de 35 euros aos turistas que visitem aquela ilha, para fazer face aos impactos económicos da crise sismovulcânica, até um montante máximo de 330 mil euros, os empresários consideram que subsistem algumas “preocupações que carecem de reflexão”, sobre a medida criada pelo Governo Regional, apontando, por exemplo, a questão referente ao processo de reembolso.

A questão das ligações aéreas e marítimas à ilha de São Jorge é outra das preocupações do núcleo empresarial.

“Para que efetivamente se verifique a retoma possível na economia, a primeira passa por acessibilidades aéreas e marítimas confiáveis e que se prevejam voos em abundância”, lê-se ainda no memorando.

Os empresários jorgenses propõem, também, a “modificação da página e aplicação do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) para que “não se mantenha na imagem da ilha o acumulado de toda a atividade sísmica” desde março, “salvaguardando evidentemente a possibilidade de aceder a essa informação”.

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