Açores: presidente do Governo Regional diz que recursos públicos devem servir como alavanca dos privados

O presidente do executivo regional dos Açores disse que os “dinheiros públicos” não devem servir para “satisfação de clientelas” ou para “arrastar a ineficiência do presente”, mas antes para “alavancar o empreendedorismo”.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou que os recursos públicos devem servir como alavanca dos privados.

Intervindo na cerimónia de inauguração de novo terminal logístico da empresa Logislink em Ponta Delgada, Bolieiro (PSD) considerou que os “dinheiros públicos” não devem servir para “satisfação de clientelas” ou para “arrastar a ineficiência do presente”, mas antes para “alavancar o empreendedorismo”.

“A disponibilização de recursos públicos é a alavanca para uma predominância em progresso da economia privada na criação de riqueza nos Açores. Não se trata de um recuo da economia pública, mas sim um reposicionamento estratégico da economia e das finanças públicas”, afirmou.

O líder do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) defendeu que “vale a pena assegurar os meios financeiros” para implementar uma “estratégia tributária amiga do investimento”.

“Precisámos de associar, mesmo para uns Açores logísticos, uma ideia de responsabilidade e coragem de investimento privado associado a uma estratégia pública para uma região económica”, declarou.

Bolieiro defendeu a “valorização produtiva” de cada uma das ilhas açorianas, apesar da “penosa” burocracia associada ao investimento.

A Logislink, empresa de logística integrada do grupo Sousa, investiu 11,5 milhões de euros num novo terminal logístico em Ponta Delgada, nos Açores, que foi inaugurado na passada terça-feira.

Na cerimónia, o responsável do grupo Sousa, Luís Miguel Sousa, defendeu que o novo terminal contém “valências muito importantes para o circuito logístico das exportações e do abastecimento” do arquipélago.

“Inaugurámos hoje uma instalação modelo com tecnologia de ponta que nos coloca ao nível do melhor que é feito no setor. Temos uma plataforma de logística que vai permitir melhorar substancialmente as operações associadas aos transportes e que estará ao serviço dos Açores”, afirmou.

O empresário reforçou que o investimento foi “apoiado pelo Governo Regional no âmbito do programa de incentivos que gerem os fundos comunitários” da União Europeia e avançou que o Grupo Sousa conta com 310 milhões de euros de capitais próprios.

“Foram criados 40 postos de trabalho diretos, os quais vão acrescer os postos de trabalho dos nossos clientes, que vão utilizar os espaços que estão disponíveis para a sua atividade económica”, assinalou.

A infraestrutura fica localizada no Azores Park e “tem uma área total de 30.000 metros quadrados, dispondo de uma área coberta de 8.500 metros quadrados, dos quais 1.650 são de área de frio, com capacidade para armazenar 6.000 paletes”, segundo avançou o grupo num comunicado disponibilizado na quinta-feira.

A empresa disse tratar-se da “primeira infraestrutura logística multicliente da Região Autónoma dos Açores, a qual permitirá oferecer um amplo conjunto de serviços logísticos ao tecido empresarial da região, acrescentando um contributo para o desenvolvimento da economia açoriana”.

O grupo Sousa tem sede no Funchal, na Madeira, e abrange as áreas do transporte marítimo de carga e de passageiros, logística integrada e energia.

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