Adesão à greve de 24 horas dos polícias municipais ronda os 90%

A adesão à greve de 24 horas dos policias municipais para exigir aumentos salariais rondava às 09:30 os 90%, estando mais de 20 esquadras encerradas, disse à agência Lusa fonte sindical.

Polícia Municipal | Twitter Fernando Medina

“A adesão era a que esperávamos, cerca de 90%. Temos também pelo menos 25 esquadras em todo o país encerradas por falta de policias”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional das Polícias Municipais (SNPM), Pedro Oliveira.

No âmbito desta greve os polícias municipais concentram-se hoje ao final de manhã, em protesto, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.

Pedro Oliveira disse à Lusa estar a “contar com a participação em Lisboa de cerca de 500 agentes”, adiantando ter “cinco autocarros cheios”.

Atualmente, existem cerca de 900 agentes das polícias municipais, a trabalhar em 37 autarquias do país.

O sindicalista referiu anteriormente à Lusa que os agentes se sentem “desrespeitados e menosprezados”, uma vez que “a sua carreira profissional não está a ser valorizada, lembrando que os profissionais “estão a trabalhar com um salário que dista apenas sete euros do ordenado mínimo nacional”.

“A carreira dos polícias municipais no regime geral está por regulamentar desde 2009. Estamos há 13 anos a aguardar pela regulamentação. Nasceu com salários muito parcos, as progressões são lentas e as alterações de escalão muito baixas”, descreveu Pedro Oliveira.

O presidente do SNPM acusou os diferentes governos de se “esquecerem” destes agentes, ao contrário do que acontece com outros grupos profissionais.

“O nosso salário no início da carreira era o equiparado ao assistente técnico. Eles andaram a negociar a alteração dos índices do início das carreiras da administração pública. Os técnicos superiores foram aumentados e, mais uma vez, se esqueceram dos agentes da polícia municipal”, criticou.

Esta, acrescentou, “é a polícia mais barata que existe” e, na Europa, não há outra “que ganhe menos e que tenha menos respeito por parte da entidade patronal, administração pública”. A situação tornou-se ainda mais difícil com a crise gerada pelo aumento da inflação.

Devido a estas condições, Pedro Oliveira estima que nos últimos tempos abandonaram esta profissão cerca de 400 agentes.

Os agentes concentram-se a partir das 11:30 no Largo de Santos, partindo cerca das 12:00 em marcha de protesto em direção à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em São Bento.

No dia 03 de outubro, o SNPM será recebido pelo secretário de Estado da Administração Local, Carlos Miguel.

Recomendadas

Projetos de transição vão sofrer com efeitos da crise

Os processos de transição climática em curso já estão a sofrer soluços no atual cenário macroeconómico e há lições a tirar. “Tudo vai custar muito mais do que se pensava”, garante o CEO da Madoqua Renewables ao Jornal Económico.

Marcelo diz que “assegurar a continuidade do acesso à água” é responsabilidade de todos

O Presidente da República aponta que “vivemos um momento em que as reservas hídricas atingem o seu mínimo, no dia em que se celebra o Dia Nacional da água.

ComparaJá lança Guia da Reforma para ajudar pensionistas mas não só

Desde da definição de conceitos base aos apoios adicionais da reforma, passando por investimentos para a reforma, este documento lançado pelo ComparaJá promete ajudar todos os pensionistas
Comentários