Adidas equaciona venda da Reebok. Decisão será tomada até início de março

A empresa de moda e equipamentos desportivos alemã especificou que as alternativas para a Reebok, incluem uma possível venda ou a continuidade da associação à empresa se houver uma estratégia interessante.

A Adidas prepara-se para vender a Reebok, marca que adquiriu em 2006, mas que, depois da pandemia de Covid-19, e de acordo com analistas do setor, se revelou demasiado dispendiosa para manter. A Adidas confirmou que está a “avaliar alternativas estratégicas” para a Reebok, conforme explica em comunicado, sendo que a decisão será tomada no dia 10 de março, quando apresentar o seu novo plano estratégico, informa o portal “Palco 23”.

A empresa de moda e equipamentos desportivos alemã especificou que as alternativas para a Reebok, incluem uma possível venda ou a continuidade da associação à empresa se houver uma estratégia interessante. Atualmente, a Adidas está imersa numa estratégia de desenvolvimento que se estenderá pelos próximos cinco anos, e a operação da Reebok, inicialmente, fazia parte desse plano.

Em outubro passado, o diretor do jornal alemão “Magazin” anunciou a possível venda da Reebok pela Adidas. Segundo o jornal, a empresa americana reduziu o valor contabilístico da Reebok quase pela metade desde 2018, situando-a em 852 milhões de euros no ano passado. Em novembro, os fundos de investimento Permira e Triton demonstraram interesse em adquirir a Reebok, embora as negociações ainda estivessem num estágio inicial.

A Reebok voltou a crescer no ano passado e terminou 2019 com um volume de negócios de 1.748 milhões de euros, o que representou um aumento de 3,6% face a 2018. A dimensão da Reebok está muito longe da marca Adidas, que em 2019 obteve receitas de 21.505 milhões de euros e faturou 23.640 milhões de euros, mais 7,9% do que no ano anterior.

No primeiro semestre de 2020, a empresa alemã sofreu o impacto da pandemia de Covid-19 e entrou em prejuízo, registando um número negativo de 291 milhões de euros entre janeiro e junho, face a um lucro líquido de 1.164 milhões de euros no mesmo período do ano anterior. As vendas do grupo, por sua vez, caíram 26,9% nos primeiros seis meses do ano, para os 8.332 milhões de euros.

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