Administração Trump quer acabar com incentivos aos carros elétricos e híbridos

De acordo com a legislação norte-americana atualmente em vigor, há um limite ao número de veículos elétricos ou híbridos abrangidos pelos benefícios fiscais. Cada construtora norte-americana tem um limite máximo de 200 mil veículos.

Estados Unidos da América

A administração de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pretende acabar com os subsídios estatais conferidos aos carros elétricos e a outros produtos relacionados com energias renováveis na forma de benefícios fiscais.

Questionado sobre os planos do executivo norte-americano em relação à decisão, na semana passada, da General Motors encerrar três fábricas nos Estados Unidos e despedir funcionários 8.000 funcionários daquele país, o analista económico de Trump, Larry Kudlow, abordou os benefícios fiscais que os consumidores norte-americanos têm quando compram carros elétricos ou híbridos.

Ao abrigo da legislação federal, portanto, vinculando os estados federados, aqueles benefícios fiscais vão de 2.500 até 7.500 dólares, por veículo.

Kudlow reconheceu que a política fiscal seguida por Donald Trump pretende “acabar com estes subsídios”. A administração Trump pretende ainda revogar “outros subsídios que foram instituídos durante a administração Obama”. As medidas anunciadas por Kudlow deverão acabar com aqueles subsídios em 2020 ou 2021.

De acordo com a legislação norte-americana atualmente em vigor, há um limite ao número de veículos elétricos ou híbridos abrangidos pelos benefícios fiscais. Cada construtora norte-americana tem um limite máximo de 200 mil veículos. A General Motors já anunciou que iria chegar a esse limite no decurso deste ano; a Tesla, de Elon Musk, disse que já o alcançou.

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No entanto, os especialistas afirmam que a Casa Branca não pode o número limite de veículos abrangidos pelos subsídios fiscais de forma unilateral. Donald Trump ameaçou a General Motors, na semana passada, como retaliação ao anúncio da empresa em encerrar as fábricas e de colocar funcionários no desemprego.

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