Administrações públicas com saldo de financiamento negativo até setembro

Uma análise por instrumento mostra que o financiamento das administrações públicas por intermédio de empréstimos deduzidos de depósitos foi negativo em 11,9 mil milhões de euros. Isto significa que os depósitos da administração pública nos bancos superam os créditos em 11,9 mil milhões.

Até setembro, o financiamento das administrações públicas foi negativo em 4,1 mil milhões de euros, valor que compara com 3,7 mil milhões de euros registados em igual período de 2021, de acordo com uma nota publicada esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

Um financiamento líquido negativo indica que as aquisições líquidas de ativos financeiros pelas administrações públicas foram superiores às emissões deduzidas de amortizações dos passivos, ou seja, as administrações públicas utilizaram parte dos fundos obtidos para financiarem outros setores da economia.

Os dados revelam que o financiamento concedido pelos bancos e pelos outros sectores residentes foi negativo em 7,6 mil milhões de euros e em 1,6 mil milhões de euros, respetivamente. Em contrapartida, o exterior financiou as administrações públicas em 5,0 mil milhões de euros.

Uma análise por instrumento mostra que o financiamento das administrações públicas por intermédio de empréstimos deduzidos de depósitos foi negativo em 11,9 mil milhões de euros. Isto significa que os depósitos da administração pública nos bancos superam os créditos em 11,9 mil milhões.

Por outro lado, as administrações públicas efetuaram emissões líquidas de títulos no montante de 7,7 mil milhões de euros.

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