Aeroporto. Despacho determinava fazer-se estudo mas tinha “erro” de ter uma solução

O ministro das Infraestruturas explicou esta quarta-feira que o despacho revogado por ordem do primeiro-ministro determinava a realização de um estudo de avaliação ambiental estratégica do plano de ampliação da capacidade aeroportuária de Lisboa, mas tinha o “erro” de apresentar uma solução.

Cristina Bernardo

“O despacho determinava uma avaliação ambiental estratégica, [mas] teve o erro de ter uma solução e foi esse o problema, porque aquilo que transmitiu foi ‘está uma solução tomada’”, explicou o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, em audição, na Assembleia da República.

Segundo o governante, tratou-se de um erro que “acontece” e “aconteceu”.

“Ia-se fazer um estudo, era mesmo isso que o despacho determinava”, vincou Pedro Nuno Santos.

No dia 29 de junho, o Ministério das Infraestruturas publicou um despacho que dava conta de que o Governo tinha decidido avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passava por avançar com o Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o Aeroporto Humberto Delgado.

No entanto, no dia seguinte à sua publicação, o despacho foi revogado por ordem do primeiro-ministro, António Costa, levando Pedro Nuno Santos a assumir publicamente “erros de comunicação” com o Governo nas decisões que envolveram o futuro aeroporto da região de Lisboa.

Antes, Pedro Nuno Santos tinha-se recusado a discutir um despacho “que já não existe”, porque foi revogado, sublinhando que o Governo “procurará um consenso o mais alargado possível” sobre a localização do aeroporto.

O governante não assumiu uma preferência de localização, mas referiu que uma solução que implique a expansão do Aeroporto Humberto Delgado terá implicações sociais e ambientais e que uma solução dual que não implique essa expansão “tem maior limitação no tempo”.

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