Aeroportos portugueses lideram na recuperação do volume de passageiros na Europa

O aeroporto que mais cresceu em valores absolutos foi do Porto, mas a liderança da evolução em termos relativos no mês passado foi do Funchal. No sentido oposto, estão os de Lisboa e Faro.

Tiago Petinga/Lusa

Portugal lidera na recuperação do volume de passageiros em comparação com os valores registados antes da pandemia, em todo o continente europeu. É o que indica a SkyExpert – consultora dedicada ao transporte aéreo, aeroportos e turismo – num estudo, divulgado esta sexta-feira, em que analisa os dados recolhidos pela empresa Air Service One sobre o tráfego aéreo no mês de junho.

Portugal recuperou de tal forma que, no mês passado, manteve 97% do total de passageiros que circularam nos aeroportos portugueses em junho de 2019. A Lituânia (92%) é a segunda mais bem posicionada no continente europeu, seguida por Islândia, Espanha e Noruega (todas com 89%).

O aeroporto do Funchal foi o que mais cresceu, com um aumento de 28%. Segue-se outro aeroporto situado nas ilhas, o de Ponta Delgada, que assistiu uma subida de 3%. A fechar o pódio ficou o aeroporto do Porto, com 2%. Foi, aliás este último que mais se destacou no que respeita a números absolutos, com mais 25 mil passageiros do que em 2019. Uma evolução que está ligado ao declínio no número de voos da TAP naquele aeroporto, segundo explica Pedro Castro, diretor da SkyExpert.

“Hoje são apenas cinco quando em 2019 eram 12 – a este abandono o mercado respondem logo e não apenas as companhias low cost. Lufthansa, British Airways, SWISS, Air France, KLM, Iberia e Turkish aumentaram as suas frequências para o Porto”

Por outro lado, o aeroporto que mais caiu em termos relativos foi o de Faro, com um decréscimo de 8%, seguido pelo de Lisboa, que escorregou 7%. O aeroporto da capital destacou-se ainda, pela negativa, como o que perdeu mais viajantes em números absolutos: 145 mil no último mês, em comparação com junho de 2019 – praticamente tantos como os passageiros perdidos pela TAP no mesmo período, apesar de a companhia ter mantido todos os slots de 2019, regista o mesmo estudo.

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