África do Sul pede que Israel seja declarado “estado de apartheid”

Na mesma ocasião a ministra de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul que a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) deve estabelecer um comité para verificar se Israel atende aos requisitos.

O governo sul-africano expressou preocupação de que a ocupação continuada de “porções significativas da Cisjordânia” e considerou que estes “são exemplos flagrantes de violações do direito internacional”, segundo a “Aljazeera”. Os comentário ocorrem num momento em que o conflito Israel-Palestina continua.

Naledi Pandor, ministra de Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul disse, na segunda reunião dos Chefes de Missão Palestinos na África, que Pretória acredita que Israel deve ser classificado como um estado de apartheid e que a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) deve estabelecer um comité para verificar se atende aos requisitos.

Na mesma ocasião Pandor referiu também que “a narrativa palestina evoca experiências da própria história de segregação racial e opressão da África do Sul”. “Como sul-africanos oprimidos, experimentamos em primeira mão os efeitos da desigualdade racial, discriminação e negação e não podemos ficar parados enquanto outra geração de palestinos é deixada para trás”, destacou.

Pandor acrescentou ainda que “a posição sobre a Palestina sempre foi clara, consistente e convergente com a comunidade internacional”.

Por sua vez, o ministro das Negócios Estrangeiros da Palestina, Riad Malki, que participou do fórum que participou do fórum, referiu que se existe “algum país ou países que pode compreender o sofrimento e a luta pela liberdade e independência da Palestina, é o continente africano e o povo da África”.

A primeira embaixada palestina na África do Sul foi credenciada em 1995, marcando o início das relações diplomáticas entre os dois países. Ao longo dos anos, o governo sul-africano permaneceu um forte aliado da Palestina, fornecendo apoio material e público à sua causa de libertação.

De acordo com um relatório recente do Centro Al-Mezan para os Direitos Humanos, uma organização civil com sede na Faixa de Gaza, aproximadamente 5.418 palestinos foram mortos por operações militares israelenses na Faixa de Gaza em apuros durante os últimos 15 anos, incluindo 1.246 crianças e 488 mulheres.

Paralelamente, uma recente comissão de inquérito da ONU para investigar violações no território palestino ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, determinou num relatório que Israel é responsável por graves violações de direitos humanos contra palestinos.

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