Afternoon wrap-up de 6 de Outubro 

Dia cheio de assuntos relevantes no que diz respeito aos mercados financeiros. Há momentos, o Nasdaq e o S&P500 negociavam com perdas ligeiras. O Dow Jones segue positivo, com ganhos na ordem dos 0,21%. Estas correcções surgem depois de duas sessões positivas, devido aos maus dados do último NFP, levando os investidores a acreditarem no adiamento […]

Dia cheio de assuntos relevantes no que diz respeito aos mercados financeiros. Há momentos, o Nasdaq e o S&P500 negociavam com perdas ligeiras. O Dow Jones segue positivo, com ganhos na ordem dos 0,21%. Estas correcções surgem depois de duas sessões positivas, devido aos maus dados do último NFP, levando os investidores a acreditarem no adiamento da subida de juros por parte da FED. A correcção agora observada fundamenta-se nas declarações avançadas pela instituição liderada por Christine Lagarde, o FMI, de abrandamento da economia mundial pelo quinto ano consecutivo. Na próxima quinta-feira, começam a ser divulgados os resultados trimestrais das empresas americanas. O facto do último trimestre ter sido extremamente negativo para os índices americanos coloca grande expectativa nos dados que serão apresentados.

A Europa negoceia no verde com destaque para Portugal e Espanha a avançar 1,30% e 1,14% respectivamente. Em Lisboa, o destaque vai novamente para o BCP que ganha mais de 3,90%. A negociação da acção evidencia o apetite pela empresa, depois de nas últimas sessões ter recuperado mais de 40% do seu valor. Os ganhos na Portucel (4,59%) traduzem o investimento ontem anunciado de 120 milhões de euros na nova linha de produção “tissue”. Este tipo de produto permitirá à empresa expor-se a um dos mercados de papel com perspectivas de crescimento.

Ainda assim, a Moddys alerta para os riscos de um governo em Portugal sem maioria. Apesar da vitória de Domingo ter sido bem recebida pelos mercados, levando as yields a 10 anos a tocarem no mínimo dos últimos cinco meses, as projecções do FMI sobrepõem-se ao optimismo de ontem provocando uma subida da respectiva taxa em 5 pontos base.

Esta noite, as atenções estarão voltadas para o discurso do Presidente da República. Pedro Passos Coelho deverá ser indigitado por Cavaco Silva. Contudo, a governação num quadro de instabilidade sem maioria começa a preocupar os investidores. É possível que, no rescaldo da euforia da noite eleitoral, as yields da dívida portuguesa comecem a subir com receios de que a esquerda parlamentar funcione como força de bloqueio às reformas exigidas.

Por Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal

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