Agências de viagens pedem ao Governo para evitar privatização apressada da TAP

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) apela ao Governo para que evite uma privatização apressada da TAP, já que este é “um ativo demasiado importante” para o país. “Não vamos discutir hoje e aqui, se a TAP fica melhor privatizada ou se fica pior. É admissível pensar-se que fica […]

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) apela ao Governo para que evite uma privatização apressada da TAP, já que este é “um ativo demasiado importante” para o país.

“Não vamos discutir hoje e aqui, se a TAP fica melhor privatizada ou se fica pior. É admissível pensar-se que fica melhor se for bem privatizada, mas todos sabemos que certamente ficará definitivamente pior se for mal privatizada”, diz Pedro Costa Ferreira.

Para o responsável da APAVT, cabe ao Governo “evitar a realização de uma privatização apressada”.

“A verdade é que a TAP é um ativo demasiado importante, para nos podermos dar ao luxo de falhar um movimento tão crucial”, vincou Pedro Costa Ferreira no discurso de abertura do 40.º Congresso da APAVT, que começou hoje em Évora.

A sessão de abertura do congresso contou com a presença do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e do secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse hoje, no parlamento, que o Governo pretende aprovar o caderno de encargos da privatização TAP SGPS no final de dezembro ou no início de janeiro.

Em resposta às questões do deputado do PS Rui Paulo Figueiredo sobre a opção do Governo de privatizar até 66% do grupo, Pires de Lima explicou que, ao manter 34% do capital, o Estado pode “continuar a vigiar a execução do caderno de encargos”, onde são definidas as obrigações de serviço público.

Na comissão de Economia e Obras Públicas, Pires de Lima adiantou que o caderno de encargos estará concluído “já no final deste mês ou no princípio de janeiro”, faltando ainda a promulgação pelo Presidente da República do diploma aprovado em novembro em Conselho de Ministros.

OJE/Lusa

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