Agentes da PSP suspeitos de receberem 400 a 600 euros por defunto

O Ministério Público está a investigar o pagamento de comissões a agentes da PSP por parte de funerárias. Há polícias suspeitos de receberem dinheiro para aconselharem determinadas agências às famílias que perderam entes queridos.

“Há agentes que recebem 400 a 600 euros por defunto”, disse ao PÚBLICO um agente que conhece a situação. Almada e Laranjeiro são zonas onde haverá pagamento de comissões, mas esta é uma prática que poderá estar disseminada e a ser investigada noutros pontos do país.

As primeiras denúncias públicas sobre o caso surgiram no site TugaLeaks, tendo a Procuradoria-Geral da República confirmado ao PÚBLICO que foi aberto um inquérito para apurar o que se está a passar, no âmbito do qual foram ouvidos, na qualidade de testemunhas, representantes da PSP e também das funerárias, mas ninguém foi constituido arguido até ao momento.

O Tugaleaks enviou à PSP uma lista de agências e de 18 agentes de Almada e do Laranjeiro alegadamente envolvidos no esquema – incluindo um polícia que “se encontra alegadamente suspenso e que está a fazer ‘atendimento’ numa funerária local”.

O presidente da Associação Nacional de Empresas Lutuosas assegura que desconhecia as suspeitas de pagamento de comissões aos polícias pelas funerárias até há poucos meses, quando um sócio seu, da Margem Sul, se sentiu lesado por outras agências e “entregou ao Ministério Público dados que eles não tinham, para ajudar na investigação”.

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