AHRESP lamenta falta de estabilidade nas medidas do Governo e fala de fim de ano arruinado

A AHRESP pede urgência na aprovação e mobilização dos apoios ao sector, lembrando que aquela que poderia ser uma altura de recuperação das perdas que tem vivido nos últimos meses se transformou agora em mais um período de custos sem retorno.

A Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) lamenta a falta de estabilidade nas medidas anunciadas pelo Governo para a passagem de ano, chamando à atenção para o impacto que esta alteração terá nas operações dos seus associados, como se pode ler no boletim diário do organismo desta sexta-feira.

Destacando as despesas em que haviam já incorrido uma parte substancial dos empresários do ramo, com a perspetiva de poderem trabalhar na noite de Ano Novo, uma altura importante para recuperar parte das perdas causadas pela interrupção forçada de atividade a que têm estado sujeitos, a AHRESP fala mesmo num fim de ano arruinado pelas alterações decretadas pelo Governo.

“A AHRESP não tem ainda toda a informação sobre as novas regras nem, obviamente, os dados que possam sustentar esta alteração. Porém, não pode deixar de lamentar a instabilidade que estas provocam e chamar a atenção para as despesas que nesta altura já foram realizadas pelas empresas, que permitiram reservas e adquiriram produtos e serviços, não podendo agora ver o seu investimento recuperado”, sublinha a associação.

A entidade representante do sector do turismo e restauração pede ainda com urgência acrescida a regulamentação dos apoios financeiros às empresas do ramo e a sua imediata implementação, de forma a combater estes efeitos adversos.

Recorde-se que António Costa anunciou na quinta-feira a proibição de circulação na via pública a partir das 23 horas do dia 31 de dezembro e a partir das 13h00 nos dias 1, 2 e 3 de janeiro. Além disso, os restaurantes, bares e cafés poderão ficar abertos, no dia 31 de dezembro, até às 22h30, e nos dias 1, 2 e 3 de janeiro apenas até às 13h00. Tal significa uma reversão em relação ao inicialmente anunciado para a quadra.

Vários foram os empresários que se manifestaram fortemente contra a alteração, revelando que os cancelamentos se verificaram mal as medidas foram anunciadas.

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