AHRESP pede que apoios para sector noturno cheguem às tesourarias com a maior brevidade

Os apoios para as empresas do sector noturno têm tetos máximos e vão ter em conta os apoios já recebidos.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal pede ao Governo que os apoios destinados ao sector noturno cheguem com maior brevidade às tesourarias das empresas.

Numa nota divulgada esta terça-feira, a associação “apela para que estes apoios cheguem à tesouraria das empresas com a maior brevidade possível, já no início de janeiro de 2022”, isto numa altura em que o encerramento das discotecas foi antecipado por decisão do Governo devido à propagação da Covid-19 e assim se vão manter pelo menos até 9 de janeiro.

“Há muito que a AHRESP defende um apoio mais ágil e robusto às empresas, especialmente para aquelas que estão legalmente impedidas de funcionar ou com grandes quebras de faturação. Nesta sequência, o Governo aprovou o reforço dos apoios às empresas de animação noturna (bares e discotecas)”, sublinha a associação.

Os apoios estão enquadrados nos programas Apoiar.Pt e Apoiar+ Simples. “Assim, e em virtude das determinações legais ou administrativas decorrentes da atual situação de calamidade, e que limitam o funcionamento destas empresas, é atribuído um apoio suplementar, com  limites máximos”, refere a AHRESP.

Os tetos máximos dos apoios funcionam tendo em conta os apoios já recebidos por estas empresas e também consoante a dimensão e quebra na faturação. Por exemplo, microempresas com quebras de faturação entre 25% e 50% recebem 55 mil euros e 135 mil euros para pequenas, médias e empresas com mais de 250 trabalhadores.

Já no caso de a quebra ser superior a 50%, as microempresas vão receber 82.500 euros e as pequenas, médias empresas 202.500 euros.

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