AHRESP propõe 25 medidas para o OE 2023 para reduzir impacto da inflação

O cenário do próximo ano é “muito pessimista para o tecido empresarial”, pelo que são necessárias medidas de apoio às empresas e famílias, de acordo com a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) deu a conhecer uma proposta com um conjunto de 25 medidas, assentes em cinco eixos estratégicos, para o Orçamento de Estado para 2023 (OE 2023), com o objetivo de minimizar o impacto do aumento de preços nas empresas do sector e nas famílias. A divulgação foi feita pelo próprio organismo em comunicado.

Entre as propostas, está a aplicação temporária de taxa reduzida do IVA na alimentação e bebidas, apoios à capitalização das empresas, outros apoios ao investimento na transição energética e na transição digital e mecanismos que facilitem a contratação de trabalhadores, nomeadamente imigrantes.

A associação traça um cenário “muito pessimista para o tecido empresarial” no próximo ano, pelo que apresentou várias medidas que considera necessárias, suportando-as em cinco eixos estratégicos. São eles a fiscalidade, capitalização das empresas, incentivo ao consumo, apoio ao investimento e qualificação e dignificação do emprego.

O Governo apresenta a proposta de Orçamento de Estado no próximo dia 10 de outubro e a AHRESP pede “medidas ambiciosas”, que visem a redução do impacto da inflação, do aumento dos custos da energia e dos combustíveis, naquele que será “um instrumento determinante na defesa das atividades económicas do Canal HORECA [sector de atividade económica dos hotéis, restaurantes e cafés].”

A associação lembra que os custos energéticos aumentaram 24% e os produtos alimentares 15,4%, enquanto na restauração e similares os preços subiram 4,5%, o que significa que muitas empresas optaram por absorver uma parte dos aumentos de custos, pelo que “as margens estão no limite”.

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