AICEP passa a estar presente em todos os Países da CPLP

A AICEP apresentou hoje a sua Reflexão Estratégica que passa por reforçar a sua presença mundial. Objectivo: apoiar de forma mais eficaz a internacionalização das empresas portuguesas e aumentar a captação e retenção de investimento em Portugal. No que diz respeito à internacionalização, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal irá estar […]

A AICEP apresentou hoje a sua Reflexão Estratégica que passa por reforçar a sua presença mundial. Objectivo: apoiar de forma mais eficaz a internacionalização das empresas portuguesas e aumentar a captação e retenção de investimento em Portugal.

No que diz respeito à internacionalização, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal irá estar presente em 12 novos mercados, alargando a presença internacional para um total de 65 mercados. Os novos mercados são: Cazaquistão; Coreia do Sul; Equador; Gana; Guiné Bissau; Guiné Equatorial; Nigéria; São Tomé e Príncipe; Senegal; Finlândia; Noruega; Timor-Leste. E reforça a cobertura em 26 mercados.

A AICEP estará assim presente em todos os países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Trata-se de um mercado de cerca de 250 milhões de consumidores que partilham uma mesma língua – e no Golfo da Guiné –, regiões onde a agência considera existirem oportunidades de negócio para as empresas portuguesas.

Ao mesmo tempo, a AICEP irá criar uma rede de especialistas na captação de Investimento Estrangeiro (IDE). Denominados FDI Scouts.
Esta equipa irá, numa primeira fase, focar-se em três áreas geográficas: América do Norte (Canadá e Estados Unidos), Europa (Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Reino Unido, Suíça) e Àsia (Coreia do Sul, Japão e China).

Numa segunda fase e, assim que possível, a AICEP pretende reforçar esta equipa e alargar a cobertura geográfica a novas geografias.
A AICEP reorganizou-se também internamente para aumentar a eficiência junto das empresas. Assim, reorganizou a rede comercial de pequenas e médias empresas (PME) e grandes empresas em sectores e fileiras.

Para o presidente da AICEP, Miguel Frasquilho, “tem tido amplo reconhecimento na sociedade portuguesa e, em especial, no mundo empresarial, o papel crescentemente relevante que a AICEP tem desempenhado, desde a sua criação, em 2007, no apoio à internacionalização das empresas e à captação de investimento para o nosso País”.

Segundo aquele responsável, “são estas as duas vertentes nas quais o crescimento económico de Portugal deve assentar, dada a limitação do mercado interno e o período de correção de desequilíbrios macroeconómicos que continuamos a enfrentar”.

“A Economia Global tem, pois, que ser o mercado onde se posicionam as empresas portuguesas – e o crescimento sustentado das exportações, como todos desejamos, só pode ser uma realidade com a dinamização do investimento”, acrescenta Miguel Frasquilho.

Carlos Caldeira

 

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