Alain Afflelou visa chegar a 100 lojas de marca própria em 2 anos

A ótica francesa entrou em Portugal, comprando uma participação na Optivisão. Wilson Gaspar, country manager da marca em Portugal, avança ao OJE a estratégia para conquistar o mercado nacional.


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

A Alain Afflelou adquiriu recentemente 30% do capital da portuguesa Optivisão, tornando-se no maior acionista individual do grupo. Porque apostar em Portugal?

Acreditamos no potencial do mercado português e também na marca Optivisão, que pretendemos reforçar e ajudar a afirmar-se ainda mais no mercado nacional. O nosso objetivo é alcançar uma quota importante no mercado português, tal como já acontece noutros países da Europa. E, como parte da nossa estratégia de expansão, adquirimos 30% do capital da Optivisão. Continuamos atentos às oportunidades que existem no setor ótico em Portugal.

Como vê o mercado português de artigos de ótica?

É um mercado em processo de consolidação, reorganização e maturidade, após uma fase de alguns desafios colocados pela crise económica que assolou o país nos últimos anos. O mercado ótico assiste atualmente a um reforço das parcerias entre os diferentes operadores e a uma crescente adesão a grupos óticos e associações centrais de compra, por forma a conseguir maior capacidade negocial e reforço de margens, como é tendência nos principais mercados europeus do setor há já alguns anos.

Quais são os objetivos da empresa para o mercado português?

Como referi em cima, o principal objetivo é alcançar uma quota importante no mercado português. Queremos introduzir algumas mudanças e inovações no ramo da ótica em Portugal e, com a Optivisão, contamos ser líderes do mercado português no período de três anos. Pretendemos expandir a rede “Alain Afflelou Ótico”, através de aberturas de lojas sucursais e da captação de novos franchisados para atingirmos, nos próximos anos, uma rede de 100 lojas no território nacional. A par disso, queremos reforçar a cooperação com a Optivisão e incentivar parcerias entre as duas empresas para obter ganhos de eficiência e aumentar as sinergias em diferentes áreas.

Qual a estratégia para os atingir?

A estratégia passa por marcarmos presença nas principais cidades do país através de parcerias com óticos locais, replicando o modelo da marca no mercado francês e espanhol a este nível. Por outro lado, estamos atentos a possíveis oportunidades que surjam ao nível de aquisições de unidades já existentes. O reforço da aposta na promoção da marca Alain Afflelou junto dos consumidores também será uma realidade, apoiado num ambicioso investimento em ações de marketing e publicidade nos próximos dois anos.

Como tencionam suportar o crescimento nos próximos anos?

Vamos continuar o processo de captação de interessados no nosso modelo de franchising e de parceiros de negócio, bem como explorar oportunidades de aquisições.  

Quais as vossas perspetivas a médio longo prazo?

Acreditamos que o mercado continuará num processo acelerado de consolidação e que o reforço das parcerias entre operadores já instalados, terá de ser cada vez mais uma realidade, de forma a reforçar a rentabilidade e também o crescimento futuro, tendo em conta que o mercado nacional é um mercado maduro. No entanto, consideramos que existe espaço para nos afirmarmos como líderes do mercado, à semelhança do que ocorreu recentemente em Espanha, onde a Alain Afflelou já tem mais de 300 óticas.

Por Almerinda Romeira/OJE

O investimento francês em Portugal cresceu17,6% no primeiro semestre de 2015

Recomendadas

EDP procura startups mais inovadoras na área da energia

Elétrica lança a 7ª edição do Free Electrons em busca de startups inovadoras. Candidaturas decorrem até 28 de janeiro.

Mitos que bloqueiam progressão feminina e dificultam diversidade de género nas empresas

Relatório da Mazars e Gender Balance Observatory desmistifica mitos em contexto laboral, entre os quais a falta de ambição e a aversão ao risco entre as mulheres, a questão da maternidade ou das quotas e a meritocracia.

Mercado automóvel cresce 1,8% entre janeiro e novembro, mas muito longe dos números pré-pandemia

Dados da ACAP revelam que em termos globais, o mercado automóvel regista um crescimento de 1,8% entre janeiro a novembro de 2022, face a igual período do ano anterior. De referir que 11,1% dos veículos ligeiros de passageiros novos são elétricos (BEV).