Albuquerque, já foste!

De uma cajadada Calado tenta pacificar o partido, unindo-o, e toma as rédeas de uma governação paralisada e em ‘estado de coma’.

A entrada de Pedro Calado para o Governo Regional, além de ser uma cedência aos lóbis poderosos que o “governante-empreiteiro” representa, é, sobretudo, o alvorecer de um novo ciclo no PSD Madeira e no Governo Regional. Esse novo ciclo, de grande contentamento e satisfação dos jardinistas, traduz-se num endurecimento do discurso contra o inimigo externo (Lisboa) e na tentativa de silenciar vozes incómodas com nomeações ‘às arrobas’, dos outrora críticos da ‘Renovação’, para lugares de confiança política.

De uma cajadada Calado tenta pacificar o partido, unindo-o, e toma as rédeas de uma governação paralisada e em ‘estado de coma’. Com 2019 à porta, o discurso de estilo truculento e musculado, como o que se viu na Assembleia, nesta quinta-feira, denuncia uma estratégia de retorno aos tempos do jardinismo, culpando Lisboa de todos os males e lavando as mãos das responsabilidades governativas do Governo da Região Autónoma.

O não cumprimento das promessas eleitorais que Albuquerque fez, durante a campanha para as eleições regionais, é o ‘pão nosso de cada dia’ mas a culpa desse incumprimento é do Costa, do Jerónimo e da Catarina. E o novo chefe do governo, imposto pelos lóbis do betão e afins, assume essa estratégia de tal forma que não é descabido afirmar que se vislumbra a substituição de Albuquerque por Pedro Calado na liderança dos social-democratas, chamando a si, desde já, os principais dossiers da governação.

Será caso para dizer “Albuquerque, já foste!”?! Dentro de momentos teremos a resposta…

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