Alemanha não vai seguir “política fiscal expansionista” do Reino Unido

O Governo alemão anunciou um fundo de 200 mil milhões de euros destinado a proteger consumidores e empresas do aumento dos preços do gás impulsionado pela guerra na Ucrânia.

4 – Alemanha

O ministro das Finanças da Alemanha, Christian Lindner, prometeu que não seguiria o Reino Unido “no caminho de uma política fiscal expansionista”, depois das políticas fiscais anunciadas na última sexta-feira pelo Governo britânico terem provocado o caos nos mercados do Reino Unido.

Segundo o “The Guardian”, o Governo alemão anunciou um fundo de 200 mil milhões de euros destinado a proteger consumidores e empresas do aumento dos preços do gás impulsionado pela guerra na Ucrânia.

Esta medida é uma reativação de um fundo de estabilização económica usado anteriormente durante a crise financeira global e, mais recentemente, durante a pandemia por Covid-19, informou hoje o chanceler, Olaf Scholz, em entrevista coletiva conjunta com o ministro das Finanças, Christian Lindner, e o ministro da Economia, Robert Habeck.

Mais ainda, as medidas anunciadas pela Alemanha incluem cortes nos impostos com o intuito de impulsionar a economia. No entanto, existe o risco de causarem um disparo na inflação, bem como a desvalorização da moeda, tal como aconteceu com o Reino Unido, após anunciar cortes históricos nos impostos e nas despesas do governo.

Christian Lindner, do partido ‘Democracia Livre’, conhecido por ser fiscalmente agressivo, disse que o pacote de preços da energia não implicaria mais empréstimos regulares, acrescentando que a Alemanha “expressamente não está a seguir o exemplo da Grã-Bretanha no caminho de uma política fiscal expansionista”.

Este orçamento de 200 mil milhões de euros destinado a mitigar a crise energética junta-se a um fundo de 100 mil milhões de euros para reconstruir as forças armadas da Alemanha, bem como um reforço de 60 mil milhões de euros para um fundo especial para medidas de proteção climática, aprovados pelo governo de coligação de Scholz.

No centro do pacote está um teto temporário para os preços da eletricidade e do gás, que o governo diz querer reduzir “a um nível em que as famílias e as empresas estejam protegidas de sobrecarga”. A diferença entre o teto e os preços pagos pelos importadores de gás no mercado mundial seria compensada pelo Estado.

 

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